Anexos

Anexo 2:

UM SABER VIVENCIADO

O Saber, o Refletir, o Fazer, o Interagir

  1. Desde a década de 60, venho desenvolvendo ideias articuladas, em quatro pilares básicos: a ciência, a filosofia, a ética e a interatividade, ancoradas no saber, no pensar, no fazer acontecer e no compartilhar, da Tetralogia Prática.

Na perspectiva existencial, vejo a pessoa humana, em suas quatro faces: o físico, o psíquico, o racional e o interacional.

Como cientista da linguagem, como semioticista, como filósofo e como educador, sempre procurei superar o espírito acadêmico. Procuro o sentido de tudo. Vejo as coisas simples, em sua complexidade. No meu magistério, que exerci em diversas dimensões da vida social moderna, procurei mostrar como a ciência e o saber tem um real  compromisso com a transformação da sociedade, levando a todos  mais saber e bem estar. No saber Teórico, sempre quis mostrar como ele pode ser uma força motriz, para abrir novos caminhos, com mais prosperidade, para as pessoas e para a humanidade.

Mesmo nos temas mais teóricos de que trato, sempre procuro enquadrá-los em temas atuais, da vida comum.

Naturalmente procuro mostrar os paradoxos da vida real. Provoco o leitor para o debate construtivo e responsável.

Aprendi com Camões, que fala do “saber só de experiências feito”.

  1. Enfim, procuro aliar o saber ao saber fazer. Procuro difundir um saber sólido e consistentes e um fazer, uma prática transformadora, responsável e eficiente. O saber que não transforma é estéril

Procuro uma prática transformadora responsável e eficiente. Mas quem decide e quem age é o leitor.

Procuro fazer,  de um texto, uma seção onde se aprende a pensar a ciência, o mundo e a vida.

Sempre acreditei que o aluno é o  sujeito e não o objeto de aprendizagem. É um espaço de saber, de vivenciar e de compartilhar. Por isso penso que um bom texto precisa ser inquietante e provocativo, prolongando seus efeitos, muito além da leitura.

Um bom texto nunca deixa o leitor indiferente.

  1. Como sei que, muitas vezes, “na prática a teoria é outra” ou que na “teoria a prática é outra”, nunca podemos perder de vista o mundo em que agimos e  interagimos, por meio da Palavra ou por ações.

Foi neste rumo que foi sendo forjada a Filosofia Tetralógica Prática. Foi uma longa gestação mental. Valeu a pena tentar.

Em torno da Tetralogia, as ideias saem naturalmente harmonizadas e dinâmicas. É uma Filosofia jovem, versátil e dinâmica, na sua concepção.

TEXTOS PARADIGMÁTICOS

A Tetralogia Prática está ancorada nos seguintes textos, que reforçam seus paradigmas:

Grandes Textos Mundiais
O Pacto Humanista Global – GLOBIPACTO elege, como parâmetros, os seguintes documentos da UNESCO/ONU:
a) As Propostas da Educação para o Século XXI – UNESCO/Paris, 1998;
b) A Declaração Universal dos Direitos Humanos; (Proclamada em Paris Assembléia Geral da ONU – 10/12/1948);
c) Declaração de Princípios sobre a Tolerância (16/11/1995);
d) Pacto Internacional sobre os Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (Proclamado em 16/12/1966 – Assembléia Geral da ONU);
e) Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural, adotada em 02/11/2002;

Desafio a quem decide

XXII

DESAFIO A QUEM DECIDE

– POSFÁCIO –

PROSPERIDADE, PAZ E DIGNIDADE DOS POVOS

– Uma Carta de Intenções –

“Mais vale acender uma vela

do que maldizer a escuridão”

(R. Tagore)

109

Dizer  que o estudo “Abalos na Igreja, Crise na Humanidade” aborda as forças e fraquezas da Igreja a partir da  conspiração armada no bojo dos casos de Pedofilia é uma afirmação parcial. Aí abordamos questões de estratégia  e renovação.

O texto é, fundamentalmente, uma proposta de reflexão e de   mudança.

Queremos dizer a cada pessoa que ela pode  mudar e ajudar  a fazer um mundo muito melhor, em condições mais propícias para criar o bem estar  humano e a prosperidade material e espiritual, nas  condições necessárias ao bem viver e a vida, com qualidade.

Vamos muito além da abordagem das fraquezas e tropeços . Querems sanar as causas.

Queremos dizer que “Mais vale acender uma vela do que maldizer a escuridão”.

Este não é um texto popular. É um texto  instigante e provocativo,  para quem tem competência de sonhar que é possível ir, muito além do trivial. É um texto para pessoas inquietas, ante os rumos da humanidade. Um texto para pessoas criativas e ousadas.

Não é um texto para os três macaquinhos. Não é um texto para pusilânimes. A pusilanimia é a grande praga do nosso tempo.

É um texto para os amantes da vida, do saber e da sabedoria. É um texto que convida você a pensar, meditar compartilhar. Convida as pessoas de boa vontade a porem a mão no arado para ararem a terra para a semeadura.

É um texto preocupado com os problemas e rumos das pessoas e do seu universo; com o sentido da presença de Deus no mundo.

Penso que a pessoa humana consciente é aquela que, atenta aos sinais dos tempos, se previne,   antes de ser atropelada pelos fatos.

Acima de questões políticas partidárias e ideológicas, devemos construir a prosperidade e a paz com respeito à dignidade humana.

A missão das pessoas é mais harmonização e prevenção de conflitos, do que de buscar solução para os conflitos.

Esta é a visão de um cidadão gestor.

110

Consciente é a pessoa que faz a história,  como  porta bandeira e não como o caudatário  dos acontecimentos.

A pessoa consciente é protagonista da história, faz a vida acontecer.  O inconsciente e o pusilânime ficam chorando, na beira da estrada, as mazelas dos novos tempos, enquanto a caravana passa!

Entende que a Igreja deve estar sempre preparada para ser  a Igreja do Futuro, como deve ser sempre a Igreja do Presente e como foi a  Igreja  do Passado. A Igreja vive um presente contínuo.

A Igreja  só pode ser o sal da terra e a luz do mundo,   se seguir as dinâmicas da vida e do mundo, com suas quatro estações e a natural mutação, sabendo que na vida nada se repete e que tudo caminha. Saber que quem pára fica para trás.

111

A Igreja  Peregrina é aquela que caminha sempre, rumo a um futuro melhor, vivendo sempre o melhor do seu tempo, o tempo do seu povo, que sempre caminha.   Só pára para retemperar suas energias.

A Igreja não pode se homiziar no passado. Ela é o presente continuo. Nunca é o passado. Se for está doente.

A Igreja, como um barco, não fica parada no porto, a não ser o tempo necessário para  zarpar em nova viagem. Só ficam  no porto os barcos  avariados ou os descartados.

O barco que navega no mar profundo, está exposto a tempestades que podem danificar-lhe o leme ou as velas. Esta é a sua sina… A nau é uma bela alegoria  da Igreja.

A Igreja deveria se preparar  para ser a mais sólida âncora humanista da humanidade.

Com Pio XII, João XXIII, Paulo VI e João Paulo II, estava bem nesse caminho. Bento XVI, ainda  não tem carisma de Pastor, mas pode aprender, como revelou na visita  a Portugal (maio/2010), onde soube cativar a todo, com sua simpatia e  simplicidade. O mundo descobriu nele um potencial que pode mudar os rumos emperrados da Instituição. O Papa precisa saber agir como pastor, mais do que como um grande teólogo.

O mundo precisa da Igreja e a Igreja precisa do mundo. Cada um mantendo a própria autonomia a própria soberania. Interagem sem se misturar. Cada um com suas competências.

A igreja precisa  manter o status de grande reserva moral do mundo.

112

As instituições que prosperam  fazem a sua  “lição de casa”, todos os dias. A vida é uma grande mestra. Ela vai nos mostrando os novos rumos, para não  nos desviarmos do objeto de nossa caminhada. Até porque os caminhos da vida são sinuosos, com muitas alternativas.

113

A Igreja precisa saber gerenciar seu potencial moral. Precisa saber ouvir a voz de Deus, no mundo.

Saber ouvir a voz de Deus, clamando também, em todos os descalabros, chacinas, desmandos e selvagerias econômicas, sociais, políticas, nas cidades e nos campos, na ética e na moral, na saúde e na doença. Clamando nas catástrofes que abalam a credibilidade no mundo.

É preciso saber  ouvir a voz de Deus, nas religiões do Oriente e do Ocidente: Na Índia, na China, na África, nas Américas, na Europa,  enfim, em todos os cantos e recantos da Terra. Por toda a parte.

Precisa ouvir a voz de Deus que fala e clama, em todas as  Igrejas cristãs, no Budismo, no Islamismo,  no Shintoismo, etc, etc.

Só é possível o diálogo, se aceitamos o interlocutor assim como ele é, com respeito, valorizando e aprendendo dele o que ele pode ensinar. O diálogo tem dois pólos positivos.

Deus não discrimina ninguém. Por que a Igreja discriminaria?

Para  manter o diálogo com o mundo, a Igreja precisa abrir as suas  portas para todos.  Até para os que se dizem ateus. A nossa Civilização Planetária exige que respeitemos a todos, sem discriminar ninguém, mesmo aqueles com quem podemos  não concordar.

114

Partindo da premissa de respeito ao mundo e aos humanos, estabelecendo princípios  balizadores, está na hora de as religiões, onde há seriedade e boa vontade, se unirem em uma grande confederação para, juntos,  sem dependências, lutarem como grandes baluartes da humanidade,  no âmbito do denominador comum, entre todos, com respeito à diversidade e à identidade de cada um, distante de políticas partidárias.

Na vida e no nosso trabalho, somos muito mais eficientes, quando procuramos fazer amigos leais, do que quando estamos sempre criando antagonismos e inimizades, trombeteando dogmas ou interesses paroquiais.

Devemos unir-nos pela paz, pela justiça, pela solidariedade e pela prosperidade espiritual e material entre os povos, dando-nos as mãos, uns aos outros,  para minorar o sofrimento de tantas etnias, pelo mundo afora.

Devemos unir-nos pelo bem-estar, com qualidade de vida, de todos os povos que sofrem, com fomes, guerras, pela falta de educação, de justiça social e de  entendimento e por interesses às vezes escusos.

Devemos ajudar a cultivar, por toda a parte, os valores que trazem solidariedade, unidade e prosperidade para todos, sem prejudicar o formato da cultura local.

115

Escrevi este texto, sob o título: “DESAFIOS A QUEM DECIDE

Mas, antes que o título cause alguma estranheza, devo esclarecer: Quem decide são as pessoas conscientes e não apenas os detentores do poder formal. O Poder é sempre compartilhado, em diversas instâncias da sociedade local e mundial. Isto é o que nos garante a decantada liberdade.

XXXIV

TEXTOS COMPLEMENTARES

  1. TEÍSTAS DE TODO O MUNDO…

http://alfa8omega.blogspot.com/2009/04/teistas-de-todo-mundo-uni-vos-apelo.html

  1. 2. A Humanidade Global na Praça Universal (clique)

http://alfa8omega.blogspot.com/2009/08/humanidade-global-na-praca-universal.html

  1. 3. AGrande Nau da Humanidade (clique)

http://alfa8omega.blogspot.com/2009/04/grande-nau-da-humanidade-nota.html

  1. NOS MEANDROS DO SEXO  SOCIEDADE SEXISTA  MELINDRADA

Texto de Antônio Justo – Alemanha

http://br.groups.yahoo.com/group/dialogos_lusofonos/message/22616


  1. NOVOS RUMOS PARA O NOSSO MUNDO– MACRÓPOLIS/GLOBIPACTO

http://alfa8omega.blogspot.com/2009/06/reflexao-preliminar.html

  1. 6. LEIA O SERMÃO DA SEXAGÉSIMA,  do Pe. Antônio Vieira (clique)

http://www.vieira400anos.com.br/sermaodasexagesima.html

  1. 7. LEIA O SERMÃO DE SANTO ANTÔNIO AOS PEIXES, do Pe. Antônio Vieira (clique)
  1. 8. LEIA O TEXTO DE HANS KUNG (clique)
  2. LEIA AINDA ENTREVISTA COM JORNALISTA AMERICANO:  (09.05.2010): “VATICANO ENCARA DENÚNCIAS”… (clique)www.folha.com.br/1012721

Anexo 1

XXI

ANEXOS

            Anexo 1

Abuso de Meninos e Meninas  no Mundo.

Existe mais de um quarto de milhão de meninos e meninas explorados como soldados, operários, espiões e escravos sexuais. “Dezenas de milhares de meninas submetidas a violação e outras formas de violência sexual, incluindo seu uso como armas de guerra”.

 Desde 2003, mais de 11,5 milhões de crianças tiveram de abandonar suas casas e mudar para outros pontos de seus países por causa da guerra, e outros 2,4 milhões foram obrigados a buscar refúgio no exterior.

Entre 800 e mil meninas e meninos morrem ou foram mutilados por minas terrestres por mês. Na última década, mais de dois milhões de crianças morreram em situações bélicas, e mais de seis milhões ficaram feridas gravemente ou com deficiências permanentes.

Fonte: ANUP – PORTUGAL http://www.facebook.com/profile.php?id=1257916879

XXXVI

COMENTÁRIOS

Encaminhamento 1

Prezado Padre JC

Agradeço os textos que me enviou. Os dois são muito bons.

Envio-lhe um Ensaio que redigi, sobre o mesmo  assunto, em outra perspectiva.

O texto está em fase de avaliação. É ainda provisório.

Estou mandando para alguns amigos para verem se vale  a pena passar adiante.

Eu penso que sim, mas… Sei lá?!

Se tiver um tempinho, dê ao menos um seu olhar, ainda que seja rápido.

Só espero que não considere o texto muito herege. Mas se considerar, tudo bem.

A gente nem sempre acerta.

Um grande Abraço.

JP

Comentário 1:

Caríssimo Amigo:

Estou disponível para dar seguimento ao seu trabalho. Acho muito honesto e digno em si. Avance.

Dou o meu grande aplauso ao chamar a atenção para  o fato de as crianças e os adolescentes não terem que estar a levar com estas conversas…

Das ideias que expressa, há duas em que não estou tão de acordo:

1)     Embora estando de acordo que o Papa não se deveria ter dedicado à Irlanda pessoalmente, acho o caso da Irlanda tão fora do normal, que também não via que os bispos irlandeses tivessem força para avançar sozinhos! Eu estive na Irlanda e vi e ouvi coisas incríveis. Num país, onde todos os padres, há dez anos, andavam ainda vestidos de clergyman, agora todo aquele que se apresentasse assim em público era objecto de escárnio e até de maus tratos: uma coisa impensável há dez anos atrás, na cristianíssima Irlanda!… E ouço dizer que, depois do documento do Papa, as coisas apaziguaram um pouco.

2)     Sobre o celibato. Embora também julgue que o celibato possa vir a ser um assunto “tratável”, acho que ele não tem nada, absolutamente nada que ver com a pedofilia. Os pastores protestantes – na maioria casados – têm problemas de pedofilia em percentagens mais elevadas… Por isso, acho que não deveria falar nele neste caso, para não confundir.

Desejo uma santa Páscoa!

Abraço amigo,

JC

Comentário 2

Caríssimo P.JC

Fiquei encantado com suas palavras. Palavras de Pastor.

Mais do que de Pastor, de companheiro de viagem.
Não imaginaria que o caso da Irlanda fosse tão grave.

Pessoalmente tenho muita admiração por aquele país, e pelo sofrimento quase heróico dos católicos.

Não mereciam tal constrangimento, se é que não é armação  da imprensa(!).

Há que ouvir os dois lados, sem preconceitos. Mas isto já é uma outra questão de estratégia.

Questiono a intervenção do Papa por ter, com esse ato, dado ares de cidadania a um tema tão incômodo, e que não é exclusivo da Igreja, e nem principalmente.

É um problema da nossa modernidade inconsequente, que só pensa na produtividade e não valoriza os valores da  pessoa, coisificando-a. Sem princípios, tudo é válido, desde que dê lucro de alguma forma.

Assuntos particulares não são assuntos para o Papa se manifestar. Deveria então ter entregue o assunto a uma dos Comissões da Santa Sé. Autoridade nunca entra diretamente em assuntos deste nível sem se comprometer comprometendo o seu cargo e toda a Instituição.

Enfim, o estrago está feito. Resta tirar as lições, fazendo a lição de casa. Mas que seja feita.

As dificuldades para conduzir um assunto tão escabroso serão muitas. É trabalhar num atoleiro, onde muitos torcem para que o carro atole de vez.

Não se resolve uma questão dessa dimensão dizendo que não se dá

atenção a fofoca…

Não é palavra para a boca do Papa. Denota descontrole. É pena. Mas é também assim que se aprende.  Mas o custo é muito alto e penoso para todos. Pagarão os justos pelos pecadores, mais uma vez.

Sobre o celibato, concordo consigo. Não tem nada a ver com pedofilia.

Mas acredito que este é um assunto sério para a instituição eclesiástica. Muito mais do que a pedofilia, que é um problema  da sociedade.

Acredito que a abolição do celibato eclesiástico obrigatório  não interessaria mais do que uns 20% dos padres seculares. Mas deveria ser enfrentado.

Há problemas seriíssimos em jogo. Hans Kung tem toda a razão  e deveria ser ouvido. O nosso P. Diogo Antônio Feijó, tutor de D. Pedro II (Segundo quartel do séc. XIX),  viveu e morreu como filho de pais incógnitos, só porque o pai dele era o Vigário de Cotia e a mãe uma  senhora da alta sociedade. Lutou contra o celibato obrigatório, com seriedade e, como outros, não foi escutado.

O celibato deveria ser opcional para os padres seculares, por não viverem em comunidades de confrades.

Há um certo farisaísmo pairando no ar, que ninguém quer enfrentar. Um certo faz-de-conta. Uma certa omissão; como a teoria dos três macaquinhos: não vejo, não ouço e não falo.

A Igreja precisa se desfazer de um certo entulho inútil e até prejudicial, para levantar novos vôos  e retomar a antiga credibilidade de fermento da paz, da justiça e da fraternidade, de que o mundo está tão carente. A Igreja não pode se omitir.

“Por uma omissão perde-se um reino” disse bem Vieira.

Infelizmente muita gente na igreja, vai perdendo o foco de sua missão.

A Igreja parece  disposta a abdicar de sua alta missão social, como semente e como fermento.

A Igreja não tem direito de abdicar de suas responsabilidades no mundo.

Mais uma vez muito obrigado.

Respeitosas saudações

JP

Comentário 3

Caríssimo Amigo:

Muito obrigado pela réplica.

Estou a chegar da Missa Crismal de hoje. Muito contente.

Estou de acordo consigo na reflexão que faz agora.

Estou certo que o Papa não se deveria ter mostrado “magoado” com as acusações que lhe fazem. Acho que ele deveria ser mais cristalino e cumprir o seu ministério confiado em Cristo.

Devia ficar mais acima e não andar em jogos de força – quase de igual para igual… É um erro muito grave, na praça pública de hoje…

Um abraço com os votos de Santa Páscoa!

Abraço amigo e beijinhos amigos para a sua esposa.

JC

Comentário 4

Retribuímos os votos de uma Santa Páscoa. Sua alegria me contagiou. Fazem-nos muito bem uns momentos se alegria.

Isto me faz lembrar o Constituição do Vaticano II, Gaudium et Spes“.

Peço desculpas por estar ocupando muito o seu preciosíssimo  tempo.

Estou enviando  um texto sobre a Cruz Quebrada, em anexo.

Se o senhor quiser ler no site, clique no link abaixo.
http://alfa8omega.blogspot.com/2010/04/cruz-quebrada.html  de Salvador, na Baía. As fotos da Cruz eu as achei deslumbrantes;

Tirei-as contra o sol, se pondo na Baía de Todos os Santos.

Espero que as aprecie, mas quando tiver tempo. Ligo a Sexta feira Santa ao dia de Páscoa.

Saudações
JP

Encaminhamento 2

Prezados Amigos

Estou enviando três textos da minha lavra preparados para esta Semana Santa e para a Páscoa para ler se tiverem tempo para isso.

Respeitosas Saudações e FELIZ PÁSCOA

JP

Comentário 5

Muito bons textos, amigo, cheios de história e de sabedoria…

São bem necessários nos tempos de ignorância que atravessamos…

Força! Ânimo!…

Abraço amigo pascal!

JC

OUTROS COMENTÁRIOS

COMENTÁRIO 6

Caro Amigo,

Senti que o texto “Abalo na Igreja”, fala muito à vontade, muito sem cerimônia, com as autoridades da Igreja.

Faz uma crítica contundente ao seu agir às vezes esteriotipado, e pasteurizado.

Apela para a recuperação do essencial da Mensagem Cristã.

As autoridades da Igreja não costumam gostar da intervenção dessas dimensões. Não fazem auto-crítica. Muito menos “Exame de Consciência”.

Você acha que valeu a pena escrever um texto dessas dimensões, sabendo que as autoridades da Igreja, autossuficientes, certamente não vão dar atenção às suas críticas e propostas?

Paulo Teixeira

COMENTÁRIO 7

RÉPLICA:

OUTRO OLHAR SOBRE A IGREJA

Nas boas como nas más horas devemos ser solidários com a Igreja cristã e católica e solidários com Roma, com o Vaticano, símbolo da unidade na diversidade dos cristãos espalhados pelo mundo, com as variadas formas de honrar a Deus no próximo, cumprindo e difundindo o Mandamento Novo: A Nova Mensagem. Olhamos positivamente.

Roma deve ser a Nova Jerusalém, a cidade capital de todos os cristãos do mundo, na sua diversidade criadora. Roma deve ser, na terra, como a Casa do Pai, que a todos acolhe e que não fecha as portas para os filhos pródigos, nem para o bom ladrão, nem para a adultera que Cristo salvou.

Eu penso: Ai de ti Igreja Cristã, Igreja de Roma, se não recuperares o brilho da palavra do Evangelho!…

Com lealdade, não podemos deixar de ver algumas das rugas e cicatrizes, que por, muitas gerações, alguns homens, talvez impelidos por circunstâncias irresistíveis, deixaram em seu rosto,  já cansado de ignomínias, mas honrado.

Não podemos deixar de proclamar que a Igreja precisa mudar sempre, como as quatro estações do ano, para levar a Mensagem da solidariedade, da justiça, da paz e da responsabilidade, enfim a Mensagem do Novo  Mandamento, do Evangelho, às pessoas de todos os tempos.

Não uma mensagem esteriotipada, pasteurizada, mas uma mensagem viva.

A Igreja na é partido Político. Nem adota o “partido  único” nem o “livro único”.

Os valores permanentes e essenciais do cristianismo são dinâmicos e não estáticos.

A Igreja de Cristo é uma igreja que leva luz a todos os povos, mas leva sua luz na proa, no convés e não no escuro de seu porões. Leva liberdade e não a escravidão. Não o jugo.

É uma Igreja da evangelização e não da punição, da exclusão, da condenação, de anátemas aos pseudo-hereges; Estes muitas vezes, apenas manifestaram, com ardor, a necessidade de a Igreja ser mais mãe e menos madrasta, para com muitos de seus filhos, eventualmente equivocados em alguns princípios ou que apenas quiseram que a Igreja  aceite a diversidade  na unidade, garantindo a identidade de cada povo.

Nem sempre a Igreja entendeu esta sua força dinâmica… Há ainda hoje um certo ranço de comportamento que apenas obscurece o brilho de sua Mensagem e lhe cria dificuldades inúteis.

A hierarquia da Igreja precisa ser aberta a todos,  como a Basílica de São Pedro, que recebe a todos, com carinho, sem exigir de ninguém certidão de fé.

A Igreja precisa abdicar de certos fardos, que tolhem os movimentos, para ser efetivamente, portadora da luz.

Vos estis Lux mundi.

Se as autoridades da hierarquia prestarem atenção ao texto “Abalo na Igreja, Crise na Humanidade”, ou não, é problema deles. O texto será lido por muitas milhares de pessoas. Isto me diz que valeu a pena minha dedicação.

Sei que estou ajudando muitos a Olhar a igreja com mais serenidade e outro olhar  e a reavivarem sua confiança, para alem de eventuais enxovalhos ou inconsistências.

Por outro lado, tenho confiança que alguém levará este documento muito a sério, porque eu levei o levei muito a sério.

Lembrei-me, neste contexto, de um texto paradigmático, de espírito franciscano, que bem poderia ser chamada Oração do Novo Mandamento, e que deveria ser luz para todos os humanos de boa vontade:

ORAÇÃO PELA PAZ

Senhor,

fazei de mim o instrumento de Vossa PAZ.
Onde houver ódio
Que eu leve o AMOR.

Onde houver ofensas
Que eu leve o PERDÃO.

Onde houver discórdia
Que eu leve a UNIÃO.

Onde houver trevas
Que eu leve a LUZ.

Onde houver erro
Que eu leve a VERDADE.

Onde houver desespero
Que eu leve a ESPERANÇA.

Onde houver tristeza
Que eu leve ALEGRIA.

Onde houver dúvidas
Que eu leve a FÉ.

Mestre,

 fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
Compreender, que ser compreendido;
Amar que ser amado.


Pois é dando que se recebe;
É perdoando que se é perdoado;
E é morrendo que se vive para VIDA ETERNA.

  1. Jorge Peralta

Comentário 8

JC disse:

Meu caro amigo:

Muito obrigado pelo brilhante texto que escreveu.

Pode vir a ser um bom instrumento de ajuda na reflexão de muitos, ainda que possa não atingir as autoridades da Igreja…

Aproveito para fazer um leve acrescento: a chamada “oração pela paz” (Senhor, fazei de mim…), que inclui no final,  foi escrita em 1918 por um pastor protestante suíço, para um retiro ou encontro de estudantes universitários… Publicada numa revista dos capuchinhos, por 1924, levou como legenda: “Oração que reflecte a alma franciscana…”

E, daí para diante, mesmo sem ter nada do estilo de outros textos de S. Francisco, todos dizem e escrevem que é dele e do Séc. XII!!!…

Os Franciscanos actuais, a meu ver, fariam um grande favor a S. Francisco e à sua espiritualidade, se esclarecessem este assunto. É a Verdade que nos libertará.

Um abraço muito amigo e ao dispor

JC  

     Nota:

Atendendo às informações do senhor P. JC, as informações sobre a Oração pela Paz foram corrigidas: não mais está atribuída a S. Francisco de Assis, embora reflita o espírito franciscano. Agradecemos ao senhor P. JC pela gentileza dos esclarecimentos. Todos atribuem a Oração pela Paz a S. Francisco, sem ser verdade. Que a verdade histórica seja respeitada, como sugere o senhor P. JC

A última tentação de Cristo

Celibato contradiz os Evangelhos e é a principal causa de abusos sexuais no interior da igreja, diz teólogo 

HANS KÜNG

Casos graves de abusos sexuais contra crianças e adolescentes por sacerdotes católicos foram reportados em grande número nos EUA, na Irlanda e agora na Alemanha.
Isso representa um imenso problema de imagem para a Igreja Católica e coloca em destaque a profunda crise que ela enfrenta. Falando pela Conferência dos Bispos da Alemanha, o presidente da organização, arcebispo Robert Zollitsch, de Freiburg (Alemanha), apresentou uma declaração pública inicial.
Que Zollitsch tenha classificado os casos de abuso como “crimes ultrajantes” e que o plenário da conferência, em comunicado de 25 de fevereiro, tenha pedido perdão a todas as vítimas deles serve como primeiro passo para corrigir esse erro imperdoável.
Mas novos passos precisam ser dados. Além disso, a declaração de Zollistch continha três erros atrozes que não podem passar sem refutação.
1. Asserção errônea: o abuso sexual praticado pelos sacerdotes não tem qualquer relação com o celibato.
Objeção! Não se pode negar que abusos como esses também podem ser encontrados em famílias, escolas, associações e igrejas que não adotam regras de celibato.

Atitude repressiva
Mas por que eles são tão especialmente recorrentes na Igreja Católica, sob liderança celibatária?
Naturalmente, o celibato não é a única causa de delitos de conduta como esses. Mas é a mais importante e serve estruturalmente como a maior expressão da atitude repressiva da igreja com relação à sexualidade em geral, uma atitude que também é revelada na questão do controle da natalidade e outros assuntos correlatos.
A leitura do “Novo Testamento” basta como esclarecimento: Jesus e Paulo praticavam o celibato como forma de estabelecer um exemplo para seu ministério, mas permitiam plena liberdade sobre o assunto a cada indivíduo.

Livre escolha
No que tange aos Evangelhos, o celibato só pode ser afirmado como uma vocação adotada por livre escolha, e não como lei de aplicação geral. Paulo contradisse enfaticamente aqueles que, em sua era, assumiram a posição de que “é correto que um homem não toque uma mulher”, replicando que, “devido a casos de imoralidade sexual, cada homem deveria ter sua mulher, e cada mulher deveria ter seu marido” (1 Coríntios, 7:1-2).
De acordo com a “Primeira Epístola a Timóteo”, “um bispo deve ser irreprochável, marido de uma só mulher” (1 Timóteo 3:2): O texto não afirma “marido de mulher nenhuma”. 
Pedro e os demais apóstolos eram homens casados, e seus ministérios não sofreram por isso. Durante muitos séculos, essa continuou a ser a regra prática para bispos e sacerdotes, e nas igrejas do rito oriental, tanto a Ortodoxa quanto nas que se mantiveram unidas a Roma, continua a ser a regra, ao menos para os sacerdotes, até hoje.
A lei romana do celibato contradiz os Evangelhos e veneráveis tradições católicas. Deveria ser abolida! 2. Asserção errônea: é “completamente errado” atribuir os casos de abuso a um defeito sistêmico na Igreja Católica.
Objeção! A regra do celibato praticamente não existiu durante o primeiro milênio da igreja.
Ela foi introduzida no Ocidente no século 11, por monges (que optaram livremente pelo celibato), especialmente o papa Gregório 7º, e implementada contra a vigorosa oposição do clero na Itália e na Alemanha -onde a oposição era tão feroz que apenas três bispos ousaram promulgar o decreto romano. Milhares de padres protestaram contra a nova lei.
Em petição, o clero alemão objetou: “Será que o papa não reconhece a palavra do Senhor “que isso seja aceito por aqueles que o desejem’”?
Nessa declaração -a única quanto ao celibato que existe nos Evangelhos-, Jesus fala claramente em favor da livre escolha de um estilo de vida.
A regra do celibato, assim como o absolutismo papal e o clericalismo restrito, se tornou um dos pilares centrais do “sistema romano”.
Em contraste com as igrejas do rito oriental, o clero do Ocidente, especialmente devido ao celibato, veio a se distinguir total e completamente do restante do povo cristão; uma classe social única e dominante, radicalmente superior à classe laica, mas completamente subordinada ao papa romano.
Qual seria a melhor solução para o problema de recrutamento de futuros padres? Bem simples: abolir a regra do celibato, que é a raiz de todos esses males, e permitir a ordenação de mulheres. Os bispos sabem disso, mas não têm a coragem de admiti-lo em público.

Comissão independente
3. Asserção errônea: os bispos aceitaram suficientemente a sua responsabilidade.
É claro que é bom ouvir sobre as medidas rigorosas que estão sendo tomadas agora para revelar casos de abuso e prevenir sua repetição futura.
Ainda assim, é preciso perguntar se os próprios bispos não são responsáveis pelas décadas de acobertamento de casos de abuso, por muitas vezes não terem tomado medidas sérias, limitando-se a transferir sigilosamente os predadores.
Será que não deveriam ser criadas comissões independentes para enfrentar esses casos?
Por motivos de discrição, a sigilosa Congregação para a Fé, do Vaticano, no passado assumiu jurisdição exclusiva sobre todos os casos de delitos sexuais praticados por padres e, com isso, entre 1981 e 2005, todos esses casos foram encaminhados ao seu prefeito, o cardeal Ratzinger [o atual papa Bento 16].
Em 18 de maio de 2001, por exemplo, o cardeal Ratzinger enviou aos bispos de todo o mundo uma “Epistula de Delictis Gravioribus”, uma epístola solene quanto a crimes sérios, a qual dispunha que os casos de abuso seriam colocados sob “secretum Pontificium”, ou “segredo papal”, cuja violação acarreta sérias penalidades eclesiásticas.
Será que a igreja não tem direito a um “mea culpa”, vindo do papa bem como do colégio de seus bispos?
E esse ato de contrição não deveria estar vinculado a um ato de reparação, o qual admitisse por fim que a regra do celibato, cuja discussão não foi permitida no Concílio Vaticano 2º [1962-65], deveria ser submetida ao julgamento livre e aberto de toda a igreja?
É hora de usar a mesma abertura com que a igreja está por fim enfrentando os casos de abusos para atacar uma de suas causas estruturais: a regra do celibato.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs2103201005.htm

CANÇÃO DA LIBERDADE

       CAROS AMIGOS

       Para proporcionar-lhes alguns momentos de enlevo, numa aura  mística e épica, apresento a CANÇÃO DA LIBERDADE, com música de Verdi “Van Pensiero”.
      É uma canção magnífica cantada por Nana Mouskouri. Uma voz e uma orquestra de primeira. Raia o Divino.
      “Canção da Liberdade” ou simplesmente “Liberdade”, é cantada por Mouskouri é cantada em diversas línguas como você pode ver no You Tube.
       Um grande sucesso internacional.
       É uma interpretação genial.
       Um verdadeiro hino à Liberdade como até hoje é o “Va Pensiero”, que foi a raiz desta belíssima e sedutora música.
       Para completar apresento uma versão do texto em Língua Portuguesa.
Este é um espaço de fruição e Meditação.
ROSA

“Globe” denunciou abusos em igreja dos EUA em 2002; leia entrevista


Eram correntes os relatos de que padres da arquidiocese de Boston abusavam sexualmente de crianças e jovens, mas foi apenas quando o “Boston Globe” decidiu investigar o assunto a fundo que as suspeitas se comprovaram –eram piores do que se supunha.
da Reportagem Local

Publicadas a partir de janeiro de 2002, as reportagens revelaram que o cardeal Bernard Law acobertou o padre John Geoghan, apesar das evidências –recolhidas em dezenas de milhares de documentos da arquidiocese– de que vinha molestando crianças havia pelo menos uma década. A estratégia foi transferi-lo de paróquia a paróquia.
Law, então um notório defensor de direitos humanos e pessoa de confiança do papa João Paulo 2º, caiu em desgraça e foi obrigado a renunciar.
A equipe do “Globe” –que, no ano seguinte, ganharia o Pulitzer pela investigação– era liderada por Walter Robinson, ele próprio um católico vivendo em meio a uma das maiores dioceses católicas dos EUA.
Foi “chocante”, disse. “O mais difícil não era acreditar que padres abusavam de crianças, porque sabia que isso existia, mas, sim, acreditar que a igreja tenha encoberto a história, enviando-os a novas paróquias, onde teriam oportunidade de praticar outros abusos”, afirma Robinson em entrevista concedida à Folha de Boston, onde hoje, após deixar as redações, leciona na Universidade Northeastern.
Como resultado de seu trabalho, a arquidiocese quase faliu com as indenizações que teve que pagar, e outros casos vieram à luz em várias partes dos EUA. Geoghan foi sentenciado a quase dez anos –em 2003 seria estrangulado na prisão.
Já Law é hoje arcipreste da basílica de Santa Maria Maggiore, em Roma.
Folha – Passados 18 anos da revelação do caso Bernard Law pelo “Globe”, o que a igreja católica aprendeu com o assunto?
Walter Robinson– Não acho que o Vaticano tenha aprendido alguma coisa com isso. Sua visão é de que os católicos não têm o direito de saber os detalhes de casos assim e que a imprensa secular não tem nenhum direito de fazer perguntas.
Folha- Mesmo hoje?
Robinson– Mesmo hoje. As críticas feitas agora são ainda mais duras do que em 2002, contra o “Globe”. À época, ninguém chegou a sugerir que se tratava de um complô de judeus, da mídia ou de qualquer coisa do gênero. Ninguém dizia explicitamente que era uma tentativa de atingir o papa e a igreja. Nesse sentido, acho que o Vaticano está lendo a situação toda de maneira errada.
Folha- Qual foi sua reação quando deu de frente com os primeiros documentos provando o acobertamento, por parte da igreja, dos casos de abuso sexual?
Robinson– Quando conseguimos as primeiras centenas de páginas, lembro-me de ter relatado a história para o editor-executivo do jornal, que disse: “Não importa tanto o que está nos documentos, mas aquilo que não está”.
Pois em nenhum lugar das milhares de páginas, com cartas do cardeal a seus subordinados, ele jamais expressou preocupação com o que havia acontecido às crianças.
Folha – O sr. recebeu apoio do jornal em todos os momentos da investigação?
Robinson– Sim, muito.
Folha – Qual foi a reação da enorme comunidade católica de Boston?
Robinson– Nos primeiros dias, houve alguns católicos proeminentes que acusaram o jornal de tentar atingir a igreja. Mas uma ou duas semanas depois das revelações, mesmo eles se calaram, pois todo mundo passou a entender quão sérios eram os crimes. O cardeal Law perdeu toda sua credibilidade.
Folha- E houve manifestações na cidade?
Robinson– Não contra o “Globe”, mas a contra igreja. No início, pensávamos que haveria umas 500 pessoas protestando em frente à sede do jornal, mas isso nunca ocorreu.
Folha – Isso o surpreendeu?
Robinson – Foi uma surpresa, sim. Mas as evidências eram tão fortes que as pessoas se deram conta de que a questão toda era com a igreja, não com o “Globe”.
Folha- Sem os documentos revelados pelo jornal mostrando que a diocese de Boston encobria abusos sexuais, provavelmente não haveria nada comprovado sobre isso até hoje. Qual foi a importância do caso Bernard Law para o futuro do jornalismo investigativo?
Robinson – Foi muito importante aqui nos EUA, pois lidávamos com uma instituição que não era de modo nenhum aberta, nem sequer a perguntas. Se tivéssemos ido adiante e escrito as histórias baseadas apenas nas acusações feitas por um pequeno número de vítimas, ninguém teria acreditado nelas. Então decidimos que tínhamos que ter os documentos.
A igreja não pode nos acusar de nada porque eles mostravam claramente o quanto bispos, arcebispos e cardeais estavam envolvidos em encobrir os crimes e permitir que continuassem.
Folha – Tomando esse caso como exemplo, qual era, ali, o limite entre jornalismo investigativo e sensacionalismo?
Robinson – Eu lhe digo onde havia, nesse caso. Tínhamos, na sede do “Globe”, uma sala inteira repleta de caixas com dezenas de milhares de documentos. Neles havia grande quantidade de informações, com muito potencial sensacionalista, sobre o que os padres faziam com suas vítimas. Por exemplo, um caso de abuso contra um menino de quatro anos.
Mas fomos muito cuidadosos sobre o que publicaríamos. Raramente utilizamos detalhes explícitos e focamos no que os documentos diziam sobre as atitudes da alta hierarquia da igreja.
Não poderíamos desfazer o que havia sido feito às vítimas, mas tínhamos esperança de que, a partir dessas revelações, a sociedade civil e os católicos poderiam ajudar a mudar a instituição.
Folha -Hoje, o sr. avalia que ajudou a mudá-la?
Robinson – Não sei a resposta, mas, quanto ao futuro, acho que não há esperança para a igreja no mundo desenvolvido. Os EUA registram uma queda acentuada no número de católicos que vão à igreja e que contribuem com dinheiro. Isso também é verdade para a Irlanda.
Somos uma sociedade muito secular, com separação clara entre igreja e Estado. O crescimento e o poder da igreja é hoje muito mais forte na África, em partes da Ásia e na América Latina.
Folha – O que o sr. acha da atitude de Richard Dawkins e Christopher Hitchens de pedir a prisão de Bento 16 quando ele estiver em visita ao Reino Unido, em setembro próximo?
Robinson – Não concordo com essa posição, pois não acho que haja evidência para acusar o papa pelo crime.
Além disso –assim como descobrimos aqui, no caso do cardeal Bernard Law–, as autoridades civis decidiram que não poderiam processá-lo porque, nesse caso, teriam que processá-lo por ser cúmplice do crime e, para isso, teria que ser provado que a pessoa o arcebispo ou o cardeal sabia que os padres iam a suas paróquias para abusar das crianças.
Os bispos e a igreja foram muito ingênuos. Pensaram que, se os padres se arrependessem de seus pecados e fossem perdoados por eles, não iriam pecar novamente. Mas o que eles não entendiam é que isso era uma doença.
O que a igreja de fato precisa é prestar mais atenção às necessidades dos fiéis e das crianças e se preocupar menos em defender a hierarquia.

Síntese da Proposta do Pacto

NOVOS RUMOS

PARA O NOSSO MUNDO

2ª Parte

SÍNTESE DA PROPOSTA DO PACTO

“ Sou humano e tudo o que

é humano me diz respeito”

(Terêncio)

I

DESVENDANDO PERSPECTIVAS

1

Esboço de um Código de Viver e Conviver

  1. Todos os seres humanos são chamados a fazer parte do processo de conscientização das pessoas para construir um mundo melhor: a vida com mais qualidade.

Faça parte do GlobiPacto – Pacto Humanista Global.

Que ninguém se omita. Parece ser esta uma das tônicas do Pacto. Um apelo e um convite.

O Pacto desvenda as forças matriciais e motriciais que poderão dar novos rumos ao nosso mundo. Abre perspectivas da superação da decadência humana, manifesta e anunciada em todos os recantos da convivência, nesta imensa Megalópolis, que é o nosso planeta Terra.

O GlobiPacto está ancorado na Tetralogia Prática, que é uma Filosofia de Linha Integracionista e Construtivista e Existencial.

  1. A revitalização e a decadência sempre coexistirão no mundo, numa luta dialética permanente. São Forças opostas. A questão é saber onde mais forças se conjugam. Não podemos nos omitir.

Precisamos investir nossos talentos, acreditando que seremos capazes de dar Novos Rumos ao nosso mundo.

O Pacto prenuncia uma nova era da humanidade. A nova era vai sendo gestada na “dor” que esmaga o ser e a vida, em meio aos desarranjos e desconcertos sociais que se alastram. Já dão sinais de superação.

Do caos nascerá a luz, se pensarmos em perspectiva dialética.

É o que nos ensinam os altos e baixos, da sucessão dos tempos:

Após “sete” anos de caristia, de balbúrdia, talvez venham outros “sete” anos de abundância e bem estar.

A nova era virá da reação consciente e competente de pessoas preparadas e dedicadas. Uma nova era que vai brotando e desabrochando no espírito das pessoas.

As verdadeiras revoluções que transformam o mundo e a vida partem de dentro do espírito profundo de nossa gente. São fruto de sã consciência, muita dedicação, muita cooperação e muita competência. Nada nos é dado sem trabalho.

  1. Esta obra serve como um toque da despertar. É como o toque de trombetas, na hora da batalha, ou toque de sineta, na hora de trabalhar, lançado ao nosso mundo descuidado, acomodado, consumista e principalmente às lideranças atentas e até aos alienados. Ninguém fica esquecido.

Estamos todos no mesmo barco, que é o Planeta Terra.

Somos todos responsáveis pelas mazelas que afligem o nosso mundo.

Também somos responsáveis pelos bens imateriais e culturais de que desfrutamos, e até dos que se perdem.

  1. A Dinâmica e a teoria do colibri pode nos servir de estímulo e motivação.

Há um entreguismo moral latente na sociedade, patente na expressão: “não tem jeito não”. Pois eu lhes digo: tudo tem jeito, para quem sabe o que quer, e quer o que sabe, ou ao menos sabe o que não quer, com consciência e responsabilidade, e que seja de justiça e verdade. É preciso prudência… Mas que não se confunda prudência com covardia e omissão.

Nos últimos anos houve reviravoltas no mundo e na vida das pessoas que eram consideradas impossíveis.

Toda a história do mundo nos diz respeito.

Viver é a arte de buscar o impossível em que se crê. É arte de crer e de fazer acontecer.

Grandes muralhas em pedra ou morais caíram, contra todas as expectativas.

É preciso ousar, pelo bem-comum e pela humana dignidade.

É preciso: “ver, ouvir, pensar e agir”: É preciso saber perguntar… E estar atento.

2

Grande Síntese Regeneradora

  1. Esta obra é resultado da experiência humana, de muita observação, de muita reflexão e de longas meditações, pelos caminhos e atalhos da vida.

Esta é uma reflexão sobre o sentido da vida, na dinâmica complexa do mundo moderno. O leitor atento atua, aqui, como um bandeirante do espírito, abrindo novos caminhos, nas selvas da modernidade.

Diz o magno orador, Antônio Vieira, que a voz do educador é como trombeta de guerra que toca e desperta.

O pensador e humanista de hoje tem de ser como o estatuário, que, da pedra bruta, faz emergir um “cidadão” ilustre.

  1. O Pacto vem para “escancarar” portas e janelas, para deixar entrar a luz e o ar puro. Vem para dissipar a penumbra, espaço de ácaros, de lamúrias, de traição e de conspiração…

O GlobiPacto procura elaborar uma Grande Síntese das forças regeneradoras da humanidade, latentes em todas as gentes.

Baseados em princípios claros e distintos, queremos interpelar o mundo real, com suas grandezas e misérias, sem moralismos fáceis e frágeis.

O Pacto é um Movimento aberto, consistente, sem preconceitos: é o Portal da Macrópolis.

A Filosofia que dá suporte ao Pacto e à Megalópolis é a Tetralogia Prática, já citada e da qual falaremos adiante.

3

O Homem Universal

O Pacto busca o Homem Universal, num pensamento universal, numa consciência universal e cósmica. Há idéias e pensamentos que envolvem todas as pessoas de todas as filosofias, de todas as religiões e de todas as condições sociais. Por que não podemos buscar uma religião universal, para além das igrejas particulares, como pólo de unidade, em espírito?

É preciso procurar o denominador comum de todas as religiões sérias.

As igrejas particulares, manteriam os próprios espaços em nova dimensão.

Proximamente falaremos dos Universais da Linguagem Humana.

4

Pedagogia da Participação Solidária

  1. Estamos na vida, na condição de peregrinos. Nunca estamos sós. Cada um de nós tem o seu caminho, mas um só objeto de desejo a alcançar: a consciência e o bem estar.

A base de tudo são os valores que adotamos e que queremos levar à Dinâmica.

O Pacto aponta as etapas para a partida: Ver, Ouvir, Pensar, Falar e Agir. Os fatos como as ideias precisam de contextualização.

Esta é a Pedagogia do Pacto; é a pedagogia da participação e da interação.

É preciso saber prevenir as falhas de caráter, que apequenam as pessoas.

É preciso saber promover valores que engrandecem e trazem prosperidade, solidariedade e o bem-estar.

Com a Espada da Palavra, o Pacto vai abrindo espaços aconchegantes, em nosso espírito.

  1. A base do Pacto é ética e cultural. Não é apenas questão de dizer mas de fazer. Sugere políticas educacionais que levem aos jovens o conhecimento e a ética, para o bem-estar.

Mude-se o que deve e pode ser mudado, e energize-se o que deve ser energizado.

O Pacto é um espaço libertário, consistente e responsável, com o pé no chão, sem pular etapas… Sem ódio e sem rancores, busca a paz dos viventes.

A Filosofia do GlobiPacto é Tetralogia Prática Integracionista.

O Pacto não interfere em questões partidárias.

5

Com Firmeza, sem Perder a Gentileza

  1. Sem vestígios de moralismo, o Pacto é um posicionamento ousado, sem outros compromissos, que não seja a construção de um mundo melhor, mais sadio e mais acolhedor, para todas as pessoas de boa vontade.

Os humanos são animais racionais, dotados de afeto e alma imortal, mas são assediados e feridos pela ganância, pela arrogância, pela mentira e tudo o mais que fragiliza seu caráter e sua credibilidade e lhe tira a Paz. O ser humano está exposto, permanentemente, a desconcertantes dilemas e paradoxos.

Onde há seres humanos atuando e pensando, sempre há razões e idéias válidas, seja nas políticas, nas religiões, entre intelectuais humanistas e entre o povo simples. Sempre temos algo a aprender de todos. Somos seres, sempre em construção…

  1. Neste sentido, o GlobiPacto tem um posicionamento construtivista: o ser humano constrói e organiza novos conhecimentos, respondendo a estímulos externos, como agente ativo. Diante das influências do meio, ele não é um elemento passivo.

Temos conceitos permanentes e idéias em transformação, em evolução, que se adéquam às circunstâncias.

A classificação de conservador/progressista talvez não passe de uma forma de agressão preconceituosa de falta de argumentação: um carimbo, vazio de significado, num mundo plural. Acreditamos que o conservador pode também ser progressista e que o progressista pode ser conservador. É questão de graduação.

Às vezes as pessoas procuram resultados idênticos por caminhos diferentes.

À direita ou à esquerda, não podemos demonizar ninguém. Podemos criticar as pessoas por seus méritos ou deméritos…

Nosso opositor não é, necessariamente, nosso inimigo.

  1. Devemos, no entanto impugnar a mentira, a falcatrua, a rapina, a desonestidade, o abuso sobre os mais fracos, a ganância, a arrogância e a ignorância, tudo o que acarreta inquietação e enfim, todas as atitudes e maquinações anti-sociais.

Onde quer que tais males estejam alojados, devemos desvendá-lo e desmascará-lo, com atitude construtiva.

Onde há trevas ou penumbra, é preciso levar a luz.

Apesar de as pessoas, acostumadas a tais desmandos, considerarem estas idéias incômodas, elas são os pilares de sustentação de uma sociedade minimamente justa e responsável, onde há necessidade de controle dos predadores.

  1. Da liberdade responsável, da justiça, da dignidade, do respeito, da solidariedade e da dedicação, nenhuma sociedade abre mão.

Uma das leis basilares do Pacto é o dito popular; “Não faças aos outros o que não queres que façam a ti”. Outra é: “Ama o próximo como a ti mesmo”.

Todas as leis têm o seu contraponto, exigido pelas circunstâncias. Conselho do Mestre: “Sejam astutos e prudentes como as serpentes e simples como as pombas” (Mt 10.16).

Precisamos ter presente a advertência do Mestre: “Os filhos das trevas são mais hábeis que os filhos da luz” (Lc 16.8).

Somos Arautos da vida e não dos predadores. A liberdade de cada um termina onde começa o direito do outro. Liberdade só para alguns é querer retomar o fascismo… No fascismo, muitas vezes os que mais oprimem titulam-se como libertador.

Os cristãos são preparados para a misericórdia e o perdão, mas não para o castigo. No entanto, justiça não se coaduna com a impunidade. (Mt 7. 15-20).

Na legislação dos países, há o Código Civil e o Código Penal para garantir a justiça, na vida real, no reino de Kronós.

6

Ler, Meditar, Falar, Vivenciar

  1. O GlobiPacto é um texto para ler, meditar e aplicar, a partir da mente, do coração e da alma das pessoas, com o suporte da razão.

Precisamos ter marcados, em nossa agenda, os grandes valores humanísticos que devemos saber utilizar todos os dias. Valores como atos mais que teorias.

Precisamos saber claramente o que é essencial e o que é circunstancial.

Seguindo idéias e ideais de reconhecido valor mundial, como patrimônio imaterial de toda humanidade, a Dinâmica do Pacto está na atitude e no compromisso pessoal, da pessoa consigo mesma e com os outros, nas dimensões da Tetralogia Prática.

  1. Começado na pessoa, o Pacto vai logo se irradiar para o outro e para os outros. Sua realização plena é sempre comunitária. O Pacto age como fermento.

Estas idéias, bebidas em boas fontes, estão à disposição de todos. Mate sua sede e siga melhor o seu caminho…

Poderia se chamar o movimento: Pacto Social.

II

VIDA, VALORES, CONCEITOS

1

Uma Cidadania Cósmica

  1. Ao denominá-lo Pacto Humanista Global – GlobiIPacto, o texto remete a uma cidadania cósmica mundial: remete à procura do homem universal.

O GlobiPacto é o compromisso das pessoas que não renunciaram ao dever de pensar e que, por isso, não compactuam com a mediocridade.

Se é Pacto, é para valer.

O Pacto é de leitura agradável: traz paz ao espírito e mais brilho aos olhos dos humanos.

Tem um conteúdo atraente e motivante.

É um texto que abre caminho e traz Nova Luz a quem começa a se desiludir de tudo, a quem acha que não vale a pena tentar… O Pacto garante que vale a pena.

  1. O Pacto é um texto estimulante: quer trazer esperança, coragem, motivação e perseverança. Dá vontade de “arregaçar” as mangas e ir ajudar… ir à luta, por um mundo mais justo, mais próspero e mais igualitário.

Trabalhamos com mais dedicação, quando sabemos que não estamos sozinhos; que muitos, por toda a parte, nos acompanham, trabalhando no mesmo sentido.

Afetivamente sabemos que colaborar não é olharem uns para outros, mas olharmos na mesma direção.

  1. Neste espírito, tendo em vista ajudar as pessoas a aprender a Arte de Viver e Conviver, o texto assume, às vezes, atitude de Conselheiro ou de Consultor, em projetos de vida.

Bem dizia o poeta:

Quem sabe faz a hora

Não espera acontecer”.(Vandré)

Para o Pacto funcionar, é preciso cada um estar mais convicto de que

tudo o que é humano lhe diz respeito”. (Terêncio)

e que:

Tudo vale a Pena

                   Se a alma não é pequena” (Fernando Pessoa)

O Pacto é um monumento à vida que cada um vai construindo. Utopia, sim, mas Utopia só é superada pelos sonhadores. Só estes a fazem realidade.

 [Leia Utopia (clique)]

2

A Macrópolis

  1. A partir da idéia de Vieira, que descreve o Mundo como uma Praça ou Feira Universal, foi, aos poucos, sendo desenvolvida a idéia da Macrópolis, que considera o mundo como uma imensa cidade global, que vive, plena, em cada povoado em que convivem seres humanos. Todos compartilham com todos suas descobertas e suas alegrias e tristezas.

Diríamos com Fernando Pessoa:

Quanto é melhor quando há bruma;

esperar por D. Sebastião

quer venha ou não”.

A tecnologia da comunicação aproximou todas as pessoas. É preciso saber tirar proveito dessa nova realidade e não só deplorar eventuais efeitos negativos.

  1. Viver na Macrópolis é saber viver plenamente, onde quer que você esteja, e quaisquer que sejam as condições de seu viver.

Passamos a ter dupla cidadania: a cidadania civil, do nosso país e a cidadania cósmica, de nosso engajamento espiritual e da consciência, com registro em outra dimensão que o papel não comporta: a Macrópolis.

No mundo de muita trapaça em que vivemos, precisamos saber ver e olhar com lucidez e com certa ironia, diante do cinismo e falta de compostura de alguns.

  1. Ainda não sabemos se esta proposta do séc. XXI tem algo a ver com “utopia”, de Tomás Morus, com a “Cidade do Sol”, de Campanella, ou com a “Nova Atlântida”, de Francis Bacon, ou com o Império, de Vieira. É este um modelo sempre em processo, seguindo a dinâmica do nosso mundo.

Certamente tem muito a ver com o 5º Império de Vieira e com a celebrada Festa do Divino, hoje capitaneada pelos Açoreanos por todo o mundo, mas praticada por todo o Brasil, mesmo em cidades sem presença de açoreanos, dando continuidade a uma belíssima tradição multissecular, arraigada na mente do povo.

3

Caminhos

Este não é ainda um projeto e nem um programa. São idéias organizadas, apontando caminhos. Idéias que vão fermentando, no plano da auto-consciência.

O GlobiPacto acredita que as idéias podem se transformar em projetos e programas que poderão mudar a vida das pessoas e trazer mais justiça e bem-estar a todos, num mundo melhor, por todos compartilhado.

Este é mais um sonho mas não uma ilusão.

Bem hajam os leitores e o “Grupo Kairós” que assumiu o Pacto, e todos os que fazem parte… Ou vierem a fazer. Que juntos ou individualmente se arrojem a quebrar barreiras consideradas inoportunas, em nosso mundo.

O Pacto deixa as pessoas mais livres, e mais conscientes de si mesmas, por um mundo melhor para todos.

III

TRANSFORMAR PARA PRESERVAR

1

Pólo de Estudo e Propostas

 

Este é um texto-roteiro, uma espécie de programa de ações, com um direcionamento teórico.

É um Pólo de Estudos, Debates e Pesquisas. Aqui não damos soluções; apenas apontamos caminhos numa realidade de alta complexidade.

Queremos formular e difundir propostas transformadoras, eventualmente ousadas.

A idéia é transformar para preservar condições de uma vida melhor.

De antemão sabemos que os grandes problemas da humanidade não estão no campo das idéias; são questões políticas e econômicas que acendem as guerras. Mas tais questões políticas são camufladas com máscaras de idéias. Na base há sempre uma certa arrogância, ambição e até ignorância e ganância.

2

Posicionamento Conceitual do Pacto

Enfocamos as questões da perspectiva conceitual.

A linguagem tem um suporte significante, visível, que leva ao significado, aos conceitos, às idéias.

O Pacto aborda os fatos a partir de valores conceituais que se manifestam na Dinâmica.

Não deixa de mostrar os efeitos perversos ou auspiciosos de certas atitudes.

No entanto, não cabe ao Pacto julgar pessoas ou administrações. Cabe-lhe apontar caminhos e até descaminhos.

Consideramos que o governo, que age em nome do povo e para o povo, não pode ser considerado uma “caixa preta” inexpugnável.

Quem elegeu tem todo o direito de saber e apreciar. Por isso precisa ser esclarecido.

O Pacto ajuda a articular conceitos, na linha da liberdade e da justiça. Quem julga, age e reage são as pessoas.

Esta é a norma do Pacto.

O Pacto não assume a Dinâmica política.

3

A vitalidade na Macrópolis

  1. O que é, afinal de contas, a Macrópolis?

A Macrópolis é a alma da Megalópolis.

Segue a Filosofia Tetralógica Dinâmica numa perspectiva integracionista e construtivista e existencial.

A Megalópolis é o Planeta Terra, visto como um mega espaço, em que convivem todos os terráqueos. Aí todos estão em mútua relação de interdependência e cada um tem autonomia e a soberania que lhe é própria.

  1. O que marca a Macrópolis é a consciência da solidariedade, entre todos os viventes, que os fazem responsáveis pelo bem-estar de todos. A Macrópolis é o princípio unificante e aglutinante das consciências, em benefício da prosperidade e do bem comum.

Sem essa consciência, a Macrópolis não existe. Existe antes um mundo fragmentário. Cada um fechado em si mesmo, sem solidariedade, pensando apenas em ter e consumir, seguindo a ideologia neoliberal, à qual a Macrópolis se opõe.

Para ser cidadão da Macrópolis, ou Macropolitano, a pessoa precisa ser cidadão do seu torrão natal, e cidadão consciente do mundo em que vive.

  1. A Megalópolis é a Praça Universal, o fruto do desenvolvimento. A Macrópolis é obra da sabedoria e da consciência: é a união espiritual, solidária e fraternal das pessoas.

A Macrópolis leva à mútua consciência e à co-responsabilidade pela auto-sustentabilidade do Planeta e à busca do saber, com sabedoria.

A Macrópolis pugna pela unidade, na diversidade. Quer a unidade com a diferença. Respeitar os valores e os méritos de cada um. Unidade não unicidade.

O GLOBIPACTO é o Portal da Macrópolis.

A Macrópolis não é um lugar; é um estado de consciência, um estado de espírito do Universo e da posição da pessoa no mundo. É um não-lugar, um nontopos. Está dentro das pessoas e age individual e socialmente, na metrópole e na megalópolis.

A Megalópolis está para o tempo cronológico sequencial, diacrônico, como a Macrópolis está para o tempo cairológico, psicológico, sincrônico.

4

Você faz a diferença?

Cada pessoa precisa saber o que quer da vida e o que pode fazer pelo seu mundo e pelos seus.

Ao tomar decisões e ao optar é importante perguntar-se: Por que opto? Para quê? Com quem? Que resultados espero? Em que minha atitude e minhas decisões podem melhorar, de fato, a vida do meu país? E a minha?

Estou sendo leal a meus princípios? Estou sendo solidário, a quem? Estou sendo verdadeiro e justo? Estou me sentindo livre? Ou estou vendendo o meu passe?!

Cada um é chamado a fazer a sua parte, pelo bem de seu país e dos seus.

Olhe-se no espelho e exorte-se: Você pode fazer a diferença, nesta luta renhida por um mundo melhor para todos.

Postado por Instituto Tropical às 12:29 Nenhum comentário:

A Força Matricial do Pacto Parte III

NOVOS RUMOS

PARA O NOSSO MUNDO

3ª Parte

A Força Matricial do Pacto
Dê-me uma alavanca e um ponto
de apoio e eu moverei o mundo.”

Arquimedes

IV

DESPERTANDO A CONSCIÊNCIA CIDADÃ

O Sentido de um Projeto Ousado

1

Ousadias de Sócrates e Arquimedes

  1. Recomenda Sócrates:

Conhece-te a ti mesmo  e dominarás o universo”.

Assumindo esta bandeira de Sócrates, propomos o PACTO HUMANISTA GLOBAL – GLOBIPACTO, como um movimento sócio-cultural e cívico.

Arquimedes desafia:

Dê-me uma alavanca e um ponto de apoio e eu moverei o mundo”.

Sócrates e Arquimedes dão-nos a chave desta plataforma: o indivíduo, consciente movendo seu mundo. Mas por quê? Será apenas uma demonstração de força e habilidade?

  1. O GLOBIPACTO é a articulação de uma visão de mundo transformadora, que cria a Macrópolis,  ancorado na Filosofia Tetralógica Prática.

Queremos criar condições para que as pessoas se conheçam de fato e saibam desenvolver seus talentos e prevenir suas deficiências.

Uma das linhas pilares é o processo de Meditação.

A pessoa precisa de alguma auto-realização pessoal, profissional e sócio-cultural. Acreditamos  que a pessoa que se transforma, reenergizando-se, transforma o mundo.

A busca da consciência e de suas dimensões é a lei máxima deste PACTO HUMANISTA GLOBAL – GLOBIPACTO. Todas as religiões e todas as ideologias aqui se encontram, no denominador comum: a busca da consciência do bem.

  1. Para mudar o mundo, temos de começar mudando algo, em nós mesmos, mudando as idéias e derrubando barreiras inúteis e, às vezes, perversas. O Pacto estriba-se na sabedoria humanística das grandes filosofias, das grandes religiões, na perspectiva do Evangelho que nos trás os grandes parâmetros da sabedoria. Estriba-se na sabedoria universal, mais do que no saber. Estriba-se na Tetralogia Dinâmica.

Para acertar o passo com uma vida mais atraente, mais sadia e mais harmoniosa, precisamos adequar o nosso “quadro de referências”.

2

Consciência de Si e do Outro

  1. Toda a mudança começa na pessoa que adquire consciência de si mesmo. A mesma consciência que o leva ao outro. A relação de alteridade, o eu e o outro, leva à superação do egoísmo, abrindo à pessoa grandes perspectivas vitais. A pessoa consciente é aquela que diz e pensa, com o filósofo latino:

Sou homem e nada do que é humano  me é estranho” (Terêncio).

A interação humana envolve: o eu, o tu, o ele e o nós todos; ou o eu e

os outros.

Pensamos na pessoa multidimensional, com suas múltiplas inteligências: pensamos na pessoa integral, com as suas competências, suas deficiências e seus ideais. Convidamos você a se superar sempre.

Diz o Mestre Paulo:

Tudo posso, naquele que me dá a força” (Fil 4.13).

Diz o Mestre Máximo: “Vinde a mim os que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei” (MT. 11,28)

  1. Está aí o ponto de apoio e a alavanca. O Pacto é isso.Tente mover o mundo. Faça a sua parte. Esclarecemos que este é um texto provocativo. Outros mais virão. Mas nunca pretenderemos fechar a questão.

Ninguém fará os seus caminhos, a não ser você mesmo. Outros poderão ajudar, mostrando opções. Isto é o que faz a vida  uma deslumbrante aventura.

O que você faz é mérito seu, é resultado de seus esforços, que dá sentido ao seu viver. No entanto, ninguém faz nada sozinho. Nossos  conhecimentos e habilidades são a resultante da dedicação de muitas gerações de estudiosos dedicados. A vida e o saber são  possibilitados  pelo trabalho de muita gente… Neste espaço, ninguém tira os méritos de quem quer que seja.

3

Novos e Perenes Desafios

  1. Nosso mundo parece “Mercado Persa”: tem de tudo, de ótimo,

bom, ruim e péssimo…

Olhe em seu redor. O seu mundo está doente.

Que contradição lastimável: de um lado, tanto progresso material…de outro  lado,  anêmico, nas forças do espírito. O Mundo precisa de sua ajuda. Prepare-se para ajudar. Faça uma corrente pra frente.

Ajude a sociedade a acertar o passo e o compasso e a encontrar seu rumo. Ajude-o a se orientar, a se orientar pelo sol e pelas estrelas. A olhar para o alto, sabendo bem onde pisa.

Uma certa dose de humildade pode ser o remédio para os excessos  de arrogância e ganância que por toda a parte vicejam.

  1. Estude mais. Pense em si e pense nos outros. Não alimente seu arsenal de saberes, apenas com conhecimentos técnicos. Busque outros valores…, além destes. Busque  a ciência  e busque  alguma espiritualidade. Lembre-se que a pessoa humana tem quatro dimensões básicas: o físico, a mente, a ação e a interação.

Na perspectiva Tetralógica: A pessoa é a resultante da harmonia das suas quatro dimensões: biológica, psicológica,  espiritual e interacional.

São estes os quatro pilares de sustentação da pessoa humana. Precisamos saber desenvolver, equilibrada e harmoniosamente os quatro pilares, com suas subdivisões…

  1. Faça a sua parte.

Ajude os outros para que muitos façam a sua parte.

Ajude o mundo a despertar da letargia em que o lançaram. Não deixe que ele entre em colapso.

Faça parte desta cruzada.

Diante de tanta tecnologia, e tanto consumismo, o mundo parece estar narcotizado. Muitos jovens preferem ficar estáticos, diante de uma maquininha, que o deslumbra, a passear em um bosque, respirar o ar apuro, curtir a natureza e observar passarinhos e animais. Isto faz-lhe muita falta.

É preciso assumir, por própria opção, outras atividades mais interessantes e altruístas, social e pessoalmente. Precisamos saber o que a vida  e o mundo esperam de nós.

  1. Num mundo que prega a tolerância, pratica-se a mais descalabrada intolerância, movida pela ignorância e ganância, com nomes mais palatáveis, para disfarce.

Atônitas e impotentes  (?) as pessoas apenas observam, perplexas…Até quando?! É preciso saber e querer reagir aos desafios.

Há falhas calamitosas da educação, não só na parte de conhecimentos, mas principalmente na formação do caráter das pessoas.

É estranha a maldade de alguns que, em vez de se congratularem, não conseguem digerir  e suportar o sucesso dos outros,  quer seja na educação, no esporte, na empresa ou na vida de modo geral…

O GlobiPacto mostra que há luz, no fim do túnel…

O seu Pacto, bem fundamentado e estimulante, pode agir e se orientar como o sol. O Pacto é uma grande síntese de idéias força.

O GlobiPacto está sempre voltado para o melhor, por isso um dos seus símbolos  é o girassol, ao lado da rosa dos ventos, ou fazendo parte desta.

4

Questões Vitais a Agendar

A atualidade tem um rol sério de problemas que afligem e desafiam as pessoas de todas as categorias e de todos os estratos sociais, em seu cotidiano:

– problemas da educação das novas gerações, que precisa ser séria, sólida e consistente e abranger as múltiplas dimensões da vida.

– problemas de infra-estrutura urbana, nas grandes e médias cidades e também nas pequenas.

– Problemas de exclusão social, de muitas dimensões, em todas as sociedades;

– problemas de fome, de miséria, de falta de moradia;

– problemas de falta de terra para cultivar e de escassez de postos de trabalho;

– problemas de droga e de violência social, de atos anti-sociais;

– os abusos e violências sexuais com as crianças, jovens e adultos;

– problemas de tráfego de pessoas: crianças e adultos;

– problemas de corrupção e esbulho do patrimônio público e particular;

– as grande mentiras que correm o mundo como verdades, travestidas para simular o bem;

– problemas de usura dos pseudo-donos de idéias falidas; a demagogia totalitária dos políticos e dos fazedores das opiniões da moda; o desprezo pelas raízes fundadoras da nação; o pavor e a deturpação da história;

– problemas de ética na política e nas organizações sociais e empresariais; problemas de desagregação das relações pessoais e familiares;

– problemas de degradação da natureza, com a poluição da terra, das águas e do ar,  do subsolo e da atmosfera;

–  problemas de saúde pública; e a forma que se “negocia”  a vida nos hospitais.

– e muito mais…

São desafios que precisamos enfrentar. Todos dependem das idéias, do quadro de referências, da visão de mundo das pessoas, da formação humana e do caráter e muito mais.

5

Tempo de Despertar

  1. A Tetralogia Prática propõe-nos um modelo  de consciência e de atitudes que possam levar  à consciência e bem-estar das pessoas e da sociedade. A tetralogia envolve a ideia de totalidade. Seu símbolo é  a rosa dos ventos, que encerra  a ideia  de abranger  os quatro cantos de nosso mundo físico e interior.

É uma filosofia que vê o mundo plural, pugnando pela harmonia na diversidade. Vê  a vida, no paradigma do universo: sempre dinâmico, sempre diverso, sempre orgânico, sempre inquieto, sempre em mutação cíclica.

Pugna pelo humanismo integral e multidimensional.

 

  1. Faça algo por seu mundo. Vale a pena. Não podemos legar, às próximas gerações, um mundo tão sucateado tão injusto e, tão maltratado. Foi muito melhor e mais saudável o mundo que nos legaram nossos pais.

Nós também somos vítimas dos predadores da natureza e dos grandes valores do pensamento humano; somos vítimas dos que vendem as coisas mais sagradas da civilização por trinta moedas… Sim, “Judas” ainda age, sem ser incomodado…

É tempo de despertar. Vença a alienação que se propaga, como epidemia. Chame seus amigos. Deixe essas idéias seminais germinarem.

  1. Juntos faremos uma imensa seara para alimentar os famintos de alimentos do corpo e do espírito. Então voltaremos a plantar jardins em nossas casas, e em ruas e praças, e até nas fábricas e igrejas. Plantaremos árvores por toda a parte. Colocaremos  flores nos vasos de nossa sala. Cuidaremos do nosso jardim.

Não haja friamente e impassível como o soldado de chumbo. Emocione-se com a natureza, com as boas ações, com a beleza interior, com a grandeza do coração humano e dos atos nobres…

Sonhe, sonhe com o coração e com a razão; sonhe com um mundo mais justo, mais saudável, mais seguro; com mais flores e com mais generosidade entre as pessoas.

  1. Sonhe e faça um projeto de vida audacioso. Os seus sonhos moldarão seu mundo…

Quem não sabe sonhar não sabe ousar; não sabe viver, não sabe amar, não sabe conviver.

Leia boa poesia, boa literatura. Deixe de se robotizar…

Com tudo o que sabemos hoje, e com tantos recursos disponíveis, você pode ajudar a melhorar este nosso mundo, tão rico e fantástico. Não deixe mais arruiná-lo.

Preserve o seu mundo mais saudável, apesar das mazelas tão notórias…

Abra os olhos para a realidade complexa. O dinheiro não é tudo. Aliás, em certas horas, não vale nada. Procure aquele algo mais essencial…

Preserve os grandes valores que ornam as pessoas, e dos quais, muitos, desiludidos, já vão se despojando, como adereços inúteis.

Assuma este Pacto como um compromisso pessoal.

Faça o seu Pacto com a vida. Faça parte.

6

O Espírito que Vivifica

  1. Temos a alavanca e temos o ponto de apoio. Está na hora de começar

a mover o nosso “mundo”. A alavanca e o ponto de apoio, sem a sabedoria do homem, não serve para nada. Seja o Arquimedes desta alegoria…

As palavras podem ajudar, mas quem vivifica é o espírito.

Queremos que as idéias propostas no PACTO HUMANISTA GLOBAL – GLOBIPACTO, entrem na vida e no trabalho das pessoas. Não são idéias de quem as escreveu: São idéias universais que a vida nos ensina e que movem o mundo.

Que o Pacto entre na alma da poesia e da prosa; nas ciências humanas e sociais;  que dê mais vida às descobertas técnicas e científicas;

Que o Pacto  dê uma nova alma, à vida e ao mundo,  pela mão  de pessoas conscientes.

  1. A meta do GlobiPacto é buscar idéias onde quer que estejam, no Oriente como no Ocidente. Preocupa-se com o homem consciente. Religião ou Política é opção de cada um. Todos precisam participar e cooperar.

Vamos viver melhor e legar um mundo ainda melhor às futuras gerações.

Mãos à obra.

Queremos legar à posteridade o orgulho de ser e de existir; o orgulho de viver e conviver; o orgulho de trabalhar, ainda que seja como servente de pedreiro ou varrendo o chão.

A dignidade humana não está  no trabalho que faz, mas no modo e na qualidade que põe em tudo o que faz.

Precisamos aprender a ter orgulho da vida e do viver. O que engrandece não é o que se faz, mas como se faz.

Queremos nos orgulhar do que somos, que precisa ser muito mais importante  do que o que possamos ter ou não ter.

Queremos aprender a viver, a conviver, a compartilhar e a dar valor à vida, em todas as suas manifestações, no nascer de água límpida num rochedo, numa minúscula flor que desabrocha, como no nascer e no pôr-do-sol nas grandes  multidões e nas grandes florestas tropicais.

V

FORÇAS MATRICIAIS DE UM NOVO AMANHECER

1

Educação Centrada em Valores

  1. O PACTO HUMANISTA GLOBAL – GLOBIPACTO, caracteriza-se como um Movimento Sócio-Cultural, solidário, de  cooperação interpessoal e inter-grupal. Pacto é compromisso. Esse é o sentido dinâmico da proposta.

O GlobiPacto, em termos filosóficos, está vinculado à Tetralogia Dinâmica.

O Pacto está aqui apenas esboçado. Será sempre  apenas um esboço de princípios e de intenções – O Pacto é sempre pessoal, com perspectivas sócio-culturais e interacionais.

Aqui mostramos direcionamentos, opções, vetores.  Cada um faça o seu projeto de vida, o seu Pacto.

  1. Aqui pugnamos por uma vida e uma educação centrada em valores, baseada em princípios. Sempre foi assim.

Mas hoje os valores se dispersaram. Vai sendo implantado o “vale tudo”. Então os “valores” se diluem e se perdem. As consequências trágicas já estão à vista. Haverá sempre forças antagônicas em confronto.

A partir dos posicionamentos que expomos a seguir, temos os elementos básicos, para articular os Princípios e Diretrizes que orientam o movimento, em múltiplas dimensões.

Este quer possibilitar a cooperação das pessoas dispostas a compartilhar e resgatar valores culturais transformadores.

  1. Trabalhamos com conceitos oriundos de diferentes visões de mundo, e de diferentes filosofias de vida, e de religião do Ocidente e do Oriente.

Onde quer que estejam definidos esses valores, são patrimônio imaterial da humanidade. Este é o nosso sentido Global, pois somos cidadãos do mundo.

O Movimento PACTO HUMANISTA GLOBAL – GLOBIPACTO é Plural em suas concepções e em sua atuação. Seu núcleo básico é a auto-consciência das pessoas.

  1. O GlobiPacto é  um movimento inquieto. Desinstala os acomodados. Quer que todos assumam  compromisso  com a construção de um mundo , com mais solidariedade, onde sejam,  compartilhados os valores, princípios e esforços: “um por todos e todos por um”.

Este é o sentido dos quatro pilares básicos da Tetralogia Dinâmica.

É um movimento de índole sócio-cultural e cívica, supra-partidário e supranacional. Estabelece parâmetros de convivência  transformadora, que abala uma certa inércia, que a muitos imobiliza, numa assepsia improdutiva e imobilizante.

O personagem principal do Pacto é a pessoa com responsabilidade social. A pessoa que vai aprendendo a viver, a conviver e a compartilhar.

2

O Foco do Pacto

  1. Quando um pensador produz um texto ou desenvolve algumas idéias referentes às pessoas no mundo, deve atender implicitamente a alguns  quesitos prévios. Queremos saber a quem interessa; a quem serve; que benefícios pode trazer.

E ainda: como fazer para atingir o público alvo; como divulgar o novo produto; qual o universo em que se insere.

Finalmente qual o foco específico das idéias que expõe.

  1. Sumariamente, diremos que o foco do Pacto é a pessoa humana, a consciência de suas potencialidades e limitações e sua interação com o outro, com os outros e com o mundo: a individualidade e a alteridade, como elementos  constitutivos de uma pessoa harmoniosa.

Queremos fazer a pessoa consciente de que

– é importante o progresso científico e tecnológico;

– é preciso estudar para saber conviver na era do conhecimento;

– é preciso estimular o desenvolvimento das pessoas e dos povos;

– é preciso cultivar e preservar o meio ambiente, em todas as dimensões;

– é preciso construir um mundo de prosperidade e de bens materiais, para garantir a vida biológica;

– é preciso ser solidário  e compartilhar saberes e habilidades;

– é preciso saber construir a harmonia na vida real e na convivência;

– é preciso avaliar os resultados de nossas decisões e de nossas ações.

  1. No entanto é fundamental procurar, ao mesmo tempo, desenvolver a prosperidade intelectual e moral que é a única forma  de todo o progresso servir  e não destruir a natureza e a humanidade.  É a perspectiva da qualidade Kairós.

É fundamental educar a sociedade, com princípios de solidariedade, honradez, honestidade, dignidade, respeito e cooperação mútua. Enfim, as pessoas precisam aprender a conviver e a buscar a auto-realização humana, em tudo o que fazem. Precisam aprender a dar valor à vida. Precisam dar mais importância ao ser do que às aparências. Dar destaque  à qualidade e fruição de tudo o que vivemos.

Este é o foco do Pacto. É esta a perspectiva e as veredas pelas quais o texto conduz o leitor, nesta Praça Universal em que vivemos.

Na Filosofia Tetralógica temos a teoria.

No GlobiPacto temos a Dinâmica, a dinâmica, num dos possíveis paradigmas de levar à Dinâmica  aqueles princípios.

3

A Inversão de Valores Assusta?

  1. Um dos grandes males do nosso tempo é a omissão e a

pusilanimidade de muitos.

Ante a ousadia  e a agressividade dos oportunistas sem caráter, as

pessoas tendem a se  recolher, observando de longe, para não sujarem as mãos.

Por isso os plantadores de cizânia trabalham tranquilos, contaminando as melhores searas. Quase ninguém reage. Ninguém quer se comprometer “com essa coisa”. Nem para se defender. Ninguém quer sujar as mãos reagindo, com pessoas especialistas em fazer a vítima culpada.

Reina a ideologia dos 4 (quatro) macaquinhos: não vejo, não ouço, não falo e não faço.

  1. Então muita gente se esconde, envergonhada da selvageria que vai se implantando impune.

Rui Barbosa produziu um texto célebre, num discurso do Senado do Brasil, em 1914, de quem emprestamos o seguinte tópico:

  “De tanto ver triunfar as  nulidades;

de tanto ver prosperar a desonra;

de tanto ver crescer a injustiça;

de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus;

o homem chega a desanimar da virtude;

a rir-se da honra;

a ter vergonha de ser honesto”.

Entretanto, todos devemos saber que, para o bem ou para o mal, todos somos responsáveis pelo mundo em que vivemos.

  1. Lastimar-se pelos desconcertos do mundo não resolve.

Diz o ditado oriental:

É melhor acender uma vela

do que maldizer a escuridão.”

É exemplar a alegoria do colibri, tentando apagar o fogo da floresta  em chamas, com as pequenas gotas de água que levava no bico.

Ao ouvir a chacota dos grandes animais responde: Eu estou tentando fazer a minha parte. E vocês?!

Envergonhados, todos os demais animais, que fugiam em debandada, voltaram e, unidos e solidários, com a água do rio, apagaram o fogo e preservaram a mata onde habitavam. Juntos garantiram a vida, o seu espaço é vital.

4

Compromisso com a Dinâmica da Vida Real

  1. Este Movimento (GlobiPacto) procura criar um ambiente propício à descoberta de novos caminhos e de novos talentos. Pugna por um “saber de experiências feito”. Desvenda novas possibilidades da Solidariedade humana.

Consideramos a educação como base de tudo, para o bem ou para o mal.

Queremos uma educação que possibilite a realização plena da pessoa, com o cultivo de suas potencialidades e de seus talentos.

Uma educação que conduza a pessoa a saber promover as mudanças adequadas, em sua vida e na sociedade em que vive. Uma educação que forme pessoas de caráter, competentes e responsáveis.

 

  1. Aqui esboçamos os parâmetros específicos do Movimento.

O Pacto é um espaço para reflexão, com o compromisso pessoal de transformação da sociedade e a vida das pessoas. Não é um texto apenas teórico.

Convida o leitor a se perguntar: o que eu posso fazer para ajudar a sociedade a superar as crises em que está envolvida? Quando, como, onde e com quem irei tomar alguma atitude transformadora, ainda que seja discreta?

Para mudarmos o mundo, precisamos por fazer mudanças em nós.

A repercussão da ação de cada um é de dimensões cósmicas: Quando alguém se eleva, eleva o mundo; quando alguém tropeça, o mundo se abala.

Lembre-se: o seu mundo começa na porta de sua casa.

Talvez seria melhor dizer: O seu mundo começa dentro de sua casa; dentro de você.

Lembre-se do antigo adágio popular:

se todos cuidassem de sua testeira, a cidade  toda seria um jardim

VI
ESBOÇO DE PRINCÍPIOS E DIRETRIZES

1

O Ponto de Mutação

  1. Tudo leva a crer que o nosso mundo está chegando a um ponto de mutação radical, articulada pelo despertar das forças matriciais que sustentam a Vida no Globo. Sente-se no ar uma certa tensão que parece apontar uma virada de rumo, nas forças dialéticas que regem os ciclos da vida, a que chamamos: tese, antítese e síntese.

Sente-se que estamos na hora da Tetralogia Prática, com seus  quatro pilares, articulando a diversidade numa unidade harmoniosa superior, articulando a vida pessoal e social como as quatro estações do ano.

Depois de muito sofrer, de Norte a Sul e de Leste a Oeste, o efeito de inúmeras crises que vão se sucedendo, parece que as pessoas vão caindo na real, percebendo que não há mal que não se acabe. Vão concluindo que o crime e corrupção não compensam; que não dá para todos levarem vantagem em tudo, pois esse princípio só beneficia os manipuladores de sempre, que atiram a pedra e escondem a mão.

Mas fiquemos alerta, pois se sabemos que “não há mal que não se acabe”, precisamos ter presente que também “não há bem que sempre dure…”

Há um desconcerto patente, mas se ajudarmos, tudo poderá melhorar.

  1. Sobretudo vamos aprendendo que não basta resmungar; é preciso tomar decisões, resolver impasses e ir em frente… ir à luta.

Hoje sabemos que a arrogância, a ganância e a ignorância estão na base dos grandes males da sociedade. Este é o combustível que faz o mundo derrapar, as baterias descarregarem e a inquietação se espalhar.

Certas ocorrências de nosso mundo chegam ao cúmulo da insensatez e do farisaísmo. Ultrapassam os limites de todas as tolerâncias que permite a razão. Os crápulas sabem se disfarçar em qualquer ambiente, como o camaleão.

As pessoas, gestoras de movimentos, que produzem  o bem estar e a prosperidade solidária, não podem  ser menos astutos,  do que os que combatem  do lado oposto, destruindo sonhos, com mentiras, injúrias e calúnias. Apenas não podem usar as mesmas armas do inimigo; caso contrário seriam iguais a eles na insensatez. Não valeria a pena.

Neste caso, é preciso atender à recomendação do Mestre: Entre as serpentes, sede astutos como elas são.

2

As Máscaras e Fantasias

  1. Numa sociedade que prega a tolerância,  pratica-se a intolerância, a ganância e o ódio,  em todos os níveis da sociedade, com destaque para certos detentores do poder. Aí se “estrangulam” pessoas, moralmente, outras se “queimam” em fogo lento, outras se desonram e se repelem, sempre com requintes de “urbanidade” que fazem inveja à Inquisição!

A insensatez está por toda a parte, na política, na polícia, na “justiça”, na advocacia, na empresa, e até nas igrejas e no recesso do lar.

Há por aí uma nova e oficiosa escravidão instituída, com máscaras de liberdade, que faz inveja à velha e tradicional escravidão oficial. São os modelos de alta traição e hipocrisia, ainda em vigor, que precisam ser desmantelados.

A lei precisa ser igual para todos, e não manipulada pelos vilões de plantão.

  1. A queda do muro de Berlim produziu uma coluna de pó que escondeu outros MUROS ainda piores, que são as muralhas morais, que nos chamam a atenção.

Nossa sociedade precisa tirar as máscaras que a deformam e sarar suas feridas. É preciso desvendar a verdade, mas vendar a justiça. Eh! O mundo continua desconcertado…

É preciso educar as novas gerações, para um mundo real, mostrando o caminho da justiça e da liberdade, com responsabilidade e seus percalços.

É preciso aceitar a verdade sem retoques; o ideal está sempre à frente do real. Caminha por atalhos difíceis de transitar.

É necessário abrir novas pontes entre os grupos sociais: abrir novos caminhos e atalhos, para a todos chegar a Nova Mensagem.

3

Alma do Pacto

  1. Na era do conhecimento, precisamos vencer avalanches de preconceitos sedimentados. Precisamos resgatar e recuperar valores essenciais à espécie humana que os complexos sociais e interesses políticos e/ou econômicos circunstanciais soterraram e tiraram de circulação.

O nosso compromisso essencial é a verdade com responsabilidade, pelo bem-comum. Esta atitude faz parte da alma do Pacto.

Precisamos saber descartar armaduras de outras circunstâncias, há muito sucateadas, e guardá-las em museus, para a memória preservar.  Hoje atrapalham e fecham os caminhos. Touca de criança não serve em adulto…

  1. As circunstâncias mudam. No mundo, de uma forma ou de outra, tudo muda inexoravelmente, como o tempo. Tudo é cíclico, como as estações do ano.

Hoje, aprendemos que tudo que é natural tem limites, que exigem moderação. Até o remédio pode matar se tomado além dos limites. Então não é mais remédio.

É preciso descartar o que for entulho do passado e servirmo-nos de tudo o que é bom e útil que herdamos de nossos antepassados. A questão é saber separar o ouro, do entulho: é saber estabelecer os critérios de decisão.

4

A Missão de Cada Um

Cada pessoa que nasce tem uma missão a desempenhar, da qual não tem informação. Com o tempo seus passos o guiarão.

É preciso saber implantar uma fraternidade sem fronteiras, físicas, econômicas, morais ou intelectuais, reunindo pessoas de boa vontade, sem medo nem temor, mas com lucidez e consciência cidadã.

Quem é consciente, criativo e dedicado, nas circunstâncias mais difíceis, sempre encontra uma saída. Todo o artista preparado sabe que, dos cacos, pode fazer o mais belo mosaico.

5

Nova Equação de Princípios

 

  1. Parece que chegou a hora de se propor um grande e responsável PACTO SOCIAL, nas dimensões dos pequenos, médios e grandes grupos humanos, até à sociedade global.

Tal Pacto tem como objetivo estabelecer os princípios, diretrizes e Dinâmicas que darão suporte á construção de uma sociedade melhor para todos, em benefício mútuo, sem discriminação.

  1. Sendo as religiões teístas, da estirpe de Abraão, o grupo mais denso, propomos o início do movimento à partir destas. Mas este seria um movimento sem fronteiras.  O pensamento teísta  da estirpe de Abraão tem mais destacada a dimensão da alteridade.

O gérmen matricial deste pacto já está em todas as religiões e em todas as pessoas de boa vontade, mas é preciso reativá-lo, na dimensão universal, estabelecendo Alianças.

  1. Sob as cinzas de muitos holocaustos, que levaram a dor e a morte ao seio das três religiões, e no seu rasto, ainda há um braseiro que podemos assoprar, para acender uma nova luz que nos ilumine, nas trevas das ganâncias e arrogâncias, das ignorâncias e da insensatez, em que se envolveram algumas das lideranças dessas religiões, contaminando o povo com preconceitos, hoje descartáveis.

Ao lembrar as perseguições selvagens e bárbaras que sofreram os cristãos, os judeus e os árabes, não podemos esquecer os bárbaros sofrimentos e perseguições injustas, nas múltiplas “inquisições”, através dos tempos.

  1. Não respondemos nem condenamos ou absolvemos o que no passado se fez; nem discutimos as razões e as circunstâncias dos atos praticados. São fatos sempre abomináveis.

Não temos que julgar o passado, nem esquecê-lo. Apenas devemos acautelar-nos para não cairmos em idênticas atitudes. Precisamos aprender a lição e fazer a lição de casa.

Nós respondemos, hoje, por nossas atitudes ou omissões. Então vamos agir. Deus segurou a mão de Abraão para que não sacrificasse o filho, em holocausto. E hoje? Quem segurará a mão dos governos, que sacrificam milhares de filhos em holocaustos de guerras fratricidas; e na vida cotidiana? Quantos holocaustos testemunhamos?

6

Labirinto tem Saída?

As pessoas, desconcertadas, metem os pés pelas mãos e vão perdendo o rumo. A sociedade vai construindo um labirinto de que não tem saída. E a inquietação se espalha.

Todos sabem que os parasitas e os falsários não cabem mais numa sociedade consciente, livre e responsável. Cada um deve fazer a sua parte.

VII

COMPROMISSO COM A EDUCAÇÃO VITAL

1

Que Patrimônio Queremos Legar?

  1. Como Diretriz, precisamos estabelecer algumas normas de convivência sadia  e eficaz:

1) Todos devem cuidar da sua saúde e da educação dos filhos. Devem cuidar que não seja apenas uma educação livresca, mas uma educação holística, comprometida com a vida do mundo, das pessoas e das sociedades. Uma educação de olhares positivos que não discrimine ninguém…, que crie harmonia e não constrangimentos. Devemos cuidar da saúde física, psíquica e mental de nossos filhos e das novas gerações, ampliada na convivência com  outros.

2) As pessoas sadias devem trabalhar, com dedicação e competência, para ganhar o seu pão, em vez de, sorrateiramente,  tomarem o dos outros ou buscarem esmola a que não fazem jus.

Dar esmola a quem pode trabalhar é humilhar a  pessoa e criar dependência.

3) A ninguém é permitido o desperdício; é preciso economizar, principalmente os elementos essenciais à vida: a Água e os Alimentos e a sanidade  do meio ambiente

4) A ninguém é permitido poluir o solo, o ar e as águas; quem poluir está comprometendo a vida sobre a Terra.

Toda a gente sabe isto. Mas, para muitos, o lucro vale mais que a saúde…

Mais do que o patrimônio material amealhado, vale o patrimônio moral que queremos legar às futuras gerações. É questão de opção, pela vida ou pelo lucro…, para quem não sabe articular a vida com o lucro possível…

2

Outras Diretrizes e Normas

5) Deve-se buscar sempre uma educação que leve à auto-realização, pessoal e profissional, e conduza ao bem-estar.

6) A educação deve ser baseada em alguns valores gerais básicos, perfeitamente identificáveis  e comprometidos com a Dinâmica do dia-a-dia, que não sejam apenas belas intenções, que ninguém sabe respeitar.

7) Deve-se educar as pessoas para a auto-consciência, para a liberdade com responsabilidade, para a solidariedade, para o respeito à dignidade humana, própria e dos outros.

Deve-se formalizar o conceito pleno da justiça real e não venal, como algo sagrado para a paz social, sem máscaras.

8) Deve-se educar a pessoa para o mundo real e não para uma sociedade romântica imaginária.

Educar a pessoa, capaz de saber que tudo o que é humano tem limites. Que no mundo nada é absoluto.  Educar para a sociedade real, onde todos precisam cooperar.

O educador não pode enganar.

9) A educação deve funcionar como uma forja de um novo tempo de paz, com prosperidade e bem-estar.

10) Educar as pessoas para a competência, solidariedade e responsabilidade social.

Pessoas que trabalham por uma sociedade onde sejam suprimidas as grandes desigualdades, em todos os níveis, mas sempre respeitando as diferenças.

11) Deve-se educar o homem multidimensional, com as múltiplas inteligências, constitutivas de sua personalidade.

12) As pessoas devem ser educadas para, sós e em grupo, terem mentalidade empreendedora, que os induza à construção de mundo melhor para todos.

13) As pessoas devem ter uma educação baseada no respeito mútuo de todas as pessoas, de todos os países e de todos os grupos sociais, buscando compartilhar valores e interesses, comuns e universais.

14) Deve-se ver e pensar a escola como instituição formadora de cidadãos conscientes, competentes, responsáveis e atuantes.

3

O Essencial da Educação


15) A educação deve ensinar o educando a entender o mundo, a ler os sinais da civilização e a aprender a aprender sempre.

16) A Educação Integral deve ter em conta as quatro dimensões da Filosofia da Tetralogia Dinâmica: psiquismo, razão, ação e interatividade.

17) Toda a Educação deve ter como base os quatro pilares Básicos e os quatro pilares complementares, numa visão construtiva transformadora, em nível pessoal e sócio-cultural.

O aluno deve ser educado para: aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a conviver e a aprender a ser; complementarmente precisa aprender a querer, aprender a decidir, aprender a articular e aprender a compartilhar.

18) As Novas Gerações devem ser educadas para um mundo real, onde convivem a saúde e a doença, a esperança e o desespero, a alegria e a tristeza, o otimismo e o pessimismo, o sucesso e o fracasso. Devem saber que essas são condições pelas quais passam todas as pessoas, em estágios mais ou menos passageiros.

Devemos aprender que a vida não é fácil para ninguém. Que cada um deve aprender a buscar o melhor e superar as fases negativas.

O mérito de cada um está em sua própria dedicação, competência e responsabilidade e interação.  Isto faz a pessoa cidadã.

A pergunta fica no ar: até quando, uma educação medíocre – (a educação do lar, da escola e dos meios de comunicação) – até quando formaremos pessoas medíocres, de que as nações e as empresas são reféns, sem opção e sem saída?

Precisamos cuidar da educação de qualidade em todos os níveis.

Chega! As nações e o mundo não podem continuar reféns da mediocridade, de pessoas sem visão humanizada, que, no poder, agem como aves de rapina, numa verdadeira conspiração contra as pessoas de boa vontade.

VIII

MACRÓPOLIS O PONTO DE REENCONTRO

– FILOSOFIA DO KAIRÓS –

1

Dinâmica Ondular da Vida

  1. Toda a educação deve levar à consciência do mundo, à auto-consciência, à auto-realização e  à transformação social, com justiça e liberdade. Este é o caminho da Paz e do bem-estar.

Esta é a tendência do mundo globalizado, como uma Aldeia Global,  uma Praça Universal e, enfim, uma Megalópolis, cujos pilares estão assentados na Macrópolis e na Filosofia Tetralógica.

Para ser guindado  à condição de cidadão global da Macrópolis, a pessoa precisa ser cidadã consciente e ativa de seu torrão natal e vinculado à sociedade global. O princípio da cidadania não é uma abstração.

Efetivamente, a Macrópolis pode estar em todos os lugares… Só depende da Consciência. A Macrópolis está dentro de nós, na nossa consciência humana.

  1. Precisamos saber ver a história, como um movimento ondular e não retilíneo. As idéias se sucedem, ora em alta, ora em baixa, sucessivamente, mas o mar é o mesmo e a água também. O que muda são as circunstâncias.

O barco sobe e desce e pode até naufragar, se não for resistente ou se o piloto se descuidar ou se for incompetente, ou despreparado. A vida é mudança e não estagnação. E a mudança continua, como o dias, os anos e as estações do ano.

2

Crise Global é Colapso de Ética?

  1. Hoje, todos, estamos no mesmo barco: todos somos solidários com todos, na alegria e na dor.

É esta realidade. É o que demonstra a crise global que o mundo atravessa, provocada pela irresponsabilidade e pela ganância de alguns. Pensando levar vantagem, acabaram caindo no turbilhão geral que ajudaram a detonar.

A sociedade, desnorteada, está chegando a um colapso ético, político e econômico, por falhas na política de Educação das Novas Gerações.

  1. O PACTO HUMANISTA GLOBAL – GLOBIPACTO não se propõe atirar pedras em ninguém; propõe-se apenas como uma atitude construtiva. No entanto, quer ser um movimento de pessoas atentas ao que se passa em seu redor, para poder superar os elementos viciados e deletérios da sociedade real.

A Macrópolis está viva, ativa e atuante, onde está uma pessoa consciente, atuante, solidária e generosa que se preocupa pela justiça e paz, em seu redor e em todo o planeta, e se sinta vinculada espiritualmente a todos que, declarada ou implicitamente, se vinculam à Macrópolis.

No ponto mais alto da Macrópolis, no coração das pessoas, a bandeira que dardeja, em mastro monumental, é a bandeira branca da PAZ, anunciando Novos Dias…

  1. Diríamos que a vida tem duas dimensões conjuminadas: a de Kronós, que vê o tempo como passado, presente e futuro; e a de Kairós que observa a vivência e a fruição da vida.

A Macrópolis é Kairós: é a solidariedade e a fraternidade entre as pessoas de todos os quatro cantos do mundo: é a solidariedade que faz a unidade cívica universal.

A Megalópolis é Kronós: essa realidade sócio-cultural, humana, palpável e visível.

3

Kronós e Kairós

 (O despertar para a Vida Plena)

  1. Os gregos e outros povos antigos dividiam o tempo em duas categorias: Kronós e Kairós;

O Kronós é o tempo contínuo e incontrolável e implacável, o tempo do cronômetro, do relógio, do calendário.

O Kairós é o tempo que nós controlamos; o tempo certo e adequado; ou o tempo psicológico: o tempo de Deus, o tempo do espírito, o tempo psicológico, o tempo que não percebemos que passa, o tempo da liberdade, o tempo da fé, o tempo do ágape.

Kronós é o tempo linear, sintagmático, diacrônico; o tempo da vida.

Kairós é o tempo do paradigma, sincrônico; o tempo da vivência…

Kronós foca a quantidade; Kairós foca a qualidade.

Kairós é viver intensamente o seu tempo.

A vida plena está na conjuminação do Kronós com o  Kairós.

Em Kronós, o tempo é tripartido: passado, presente e futuro.

Em Kairós, o tempo é unitário: é um presente contínuo, para o qual converge o passado e o futuro.

  1. Em Kairós, o passado está presente como, memória, e o futuro, como esperança. O presente é a síntese dialética do que foi e do que será.

Num tempo em que todos repetem o dogma implacável: “tempo é dinheiro”, falar em Kairós – o tempo psicológico, atemporal – pode dar incômoda sensação de heresia, de alienação, ao se pensar em alienação, ao se pensar em produtividade.

No entanto, nossa posição kairológica não nega a condição cronológica. Apenas realçamos nossa condição real de seres racionais, materiais e espirituais complexos. O espírito vive no Kairós,  a matéria vive no Kronós. Os dois se integram e complementam. A falta de um deles produz desequilíbrio existencial.

  1. Afirmamos que precisamos viver cronologicamente, sem nos esquecermos de viver cairologicamente, saboreando cada momento: vivendo intensamente. É preciso valorizar uma dimensão sem esquecer a outra.

A vida dos humanos conscientes transcorre na dialética do Kronós e do Kairós, como duas faces inseparáveis da mesma medalha: o verso e o reverso da vida: a dimensão do físico e do espírito.

O Kronós não é a negação do Kairós.

A temporalidade é um elemento constitutivo de todos os seres, vivos ou não.

Nós somos filhos do tempo, mas não escravos do tempo (Kronós).

Os humanos somente são vítimas do Kronós, se não souberem descobrir a dimensão do Kairós: o sentido da vida, o sentido de cada momento.

Precisamos aprender a viver, em plenitude, cada momento de nossa vida.

Kairós é a libertação dos seres humanos, em relação a sequência implacável do tempo.

  1. Adolescente, jovem, adulto ou já na idade provecta, na perspectiva do Kairós, o que vale é a qualidade de vida e o sentido que se lhe dá. Precisamos viver a vida, com tudo de bom que ela nos proporciona.

Não nos compete muitas vezes escolher a vida que levamos, mas cabe a nós optar entre viver mais intensamente, sob a perspectiva de Kronós ou de Kairós.

Mais importante do que termos mais anos de vida, é termos mais vida nos anos que vivemos: É viver intensamente.

  1. Se dermos mais vida, mais vigor, mais intensidade à nossa vida, certamente estaremos, como consequência, prolongando os anos de nossa vida. O inverso, geralmente, não ocorre.

A vida em Kronós é o tempo do trabalho, da produtividade.

A vida em Kairós é a emoção que pomos no trabalho; é a qualidade; é a fruição, o prazer de fazer. Kairós é o “Carpe Diem“.

Na Macrópolis destaca-se a vida kairológica, na experiência cronológica…

A Megalópolis destaca Kronós. Na vida da pessoa consciente, Kronós e Kairós estão sempre articuladas, como a alma e o corpo.

Na Tetralogia Dinâmica, Kronós é mais razão e Kairós é mais sentimento. No entanto, tanto o Kronós como Kairós podem ter parte nos quatro pilares da tetralogia.

4

OS MUNDOS DE KAIRÓS

 

  1. O Kairós é o mundo da arte, da beleza, do encantamento, do êxtase.

Nos museus vemos, uma vez ou outra, pessoas absortas, admirando um quadro ou uma escultura. Em Kronós, o quadro ou estátua é algo que se descreve, no tempo e no espaço. Mas o objeto de observação, fruição está em Kairós : a beleza, o encanto, a admiração que é algo imponderável.

Como exemplos clássicos de objetos de arte que  despertam, no apreciador a dimensão de Kairós, poderíamos citar:Lá Pietá, e Moisésde Michelângelo.

  1. Grandes textos poéticos , em prosa ou poesia sempre atraem o apreciador para a dimensão de Kairós. Uma só frase pode nos prender a atenção por horas, dias e até anos.

Na arte há, claramente o presente contínuo, de Kairós.  Kronós dá  conta do texto formal. Kairós leva-nos a vivenciar outras dimensões subjacentes ao texto que, enfim, é sempre uma obra aberta.

Uma paisagem, um campo de flores, um nascer e um pôr-do-sol, podem ficar gravados em  nosso psiquismo, muito para além da ocorrência. Somos capazes de desvendar as vivências que da imagem desabrocham, uma relação biunívoca.

  1. O êxtase que alguns  místicos experimentam “diante” de Deus, é um fato de Kairós.

O carinho entre duas pessoas que se querem bem, mutuamente, pode levar  também à vivência do Kairós, quando tudo é presente contínuo, desligando-se as pessoas do tempo cronológico, através de novas vivências.

Kairós é o tempo imponderável da fruição da arte, da poesia e até da espiritualidade.

EXERCÍCIOS:

O leitor pode pensar e relatar alguns momentos sociais, ou de  fruição da arte ou da poesia, onde se sentiu imergido no Kairós.

Faça uma análise sumária do Poema “Os Sinos da minha Aldeia”, de F. Pessoa, na perspectiva de Kronós e Kairós.

5

Onze Bandeiras da Macrópolis

O Movimento PACTO HUMANISTA GLOBAL – GLOBIPACTO – a

Macrópolis hasteia onze (11) bandeiras que são os grandes eixos de seu ideário: outras estão sendo formatadas:

1) desenvolver na teoria, e na Dinâmica , um humanismo integral, multidimensional e universal.

2) Desenvolver os conceitos do desenvolvimento sustentável, levando as pessoas a preservar a natureza (solo, água, ar e subsolo e cuidando de uma indústria e agricultura saudáveis).

3) Desenvolver a liberdade, com responsabilidade e com solidariedade.

4) Desenvolvimento Solidário, com prosperidade solidária e cooperação mútua.

5) A cultura de uma espiritualidade dinâmica, inter-religiosa, que una todos os teístas de boa vontade, com destaque para as três grandes religiões, do ramo de Abraão (cristianismo, islamismo e judaísmo).

Buscar o denominador comum onde todos possam cooperar, enquanto cada um zela pela própria identidade; o denominador comum seria a luta pela justiça com o bem-estar social.

6) Divulgar princípios e Dinâmicas de uma educação séria, sólida, competente e responsável.

7) Levar às escolas uma cultura universal consistente e atualizada, cultivando, simultaneamente os valores éticos e morais e a cultura de raiz.

8) Desenvolver os valores espirituais, como fazendo parte  da educação do homem integral.

Estimular atividades de meditação, como integradoras da pessoa humana consigo mesmo, com Deus e com o Universo.

9) Desenvolver e defender princípios que ajudem a consolidar uma sociedade mais livre, justa e solidária, onde todos cooperem de modo competente e responsável para o bem-estar de todos.

10) Cultivar a auto-consciência das pessoas e o desenvolvimento dos talentos de cada um, preservando e cultivando a dignidade da pessoa, respeitando a diversidade natural de cada um que lealmente busca a verdade.

11) Observar o mundo holisticamente, em todas as perspectivas e cultivar o espírito de reconciliação e ações positivas e de auto-estima.

PREFÁCIO 1

BUSCA DE UMA GRANDE SÍNTESE PARADIGMÁTICA

  1. Jorge Peralta

I

Convergências e Divergências

  1. Escrever ou falar pode ser  um grande compromisso que, às vezes nos traz grandes surpresas.

Nunca pensei em escrever um livro deste gênero.

Veio naturalmente a ideia. Como Semioticista, senti-me compelido a expor minhas interpretações de alguns fatos e a propor alguns rumos.

Os temas também  foram chegando, sorrateiros.

São diversos os temas abordados.

O trabalho foi tomando corpo e rumo próprio. Com diversos estímulos, ele foi tomando figura e aí está.

Ao final da redação impôs-se o título definitivo:

COLUNAS DA IGREJA  – OS NOVOS TEMPOS

Regularmente ponho todo o meu empenho e todo o meu espírito, em tudo o que faço. Aqui não foi diferente.

Não quis defender uma tese. Quis apenas dar a minha opinião, do meu ponto de vista, como contribuição a um grande debate, que  já se vê como urgente e imprescindível, para que não percamos o rumo da história. Quem fica para trás pode perder-se.

  1. No fundo, este trabalho foi tomando o aspecto de uma declaração de amor à Igreja, à Humanidade e à Vida, nas dimensões em que as concebo. Não vejo na Igreja uma instituição acabada, perfeita, petrificada. Vejo antes, na Igreja, as ideias matriciais que lhe dão vida e vigor. Este é o foco de todo o trabalho.

Vejo nela mais um espaço de serviço do que um espaço de poder. Até porque o poder legítimo é sempre serviço à comunidade. Penso a Igreja,  num universo mais amplo do que as suas dimensões: penso-a como algo a serviço da vida e da humanidade.

Vejo que, com o tempo, ela foi se petrificando, em algumas de suas dimensões, sem prejudicar a sua essência. No entanto, prejudicou a sua agilidade e até a sua credibilidade. Prejudicou a sua atuação pela humanidade.

Sei que é condição de percurso, de uma instituição peregrina, que abarca, no seu bojo, a diversidade como condição: diversidade de povos, diversidade de ideias e diversidades de apreensão dos princípios e diretrizes que a regem, diversidade de costumes e de atitudes, diversidade de ideário. É a diversidade que a faz universal. A diversidade na unidade.

  1. Vejo a Igreja como um grande, talvez o mais rico Patrimônio da Humanidade. Uma grande instituição, entre grandes instituições.

Vejo a Igreja, como uma seara muito promissora, onde o inimigo gosta de semear a cizânia, ou o joio, como outros dizem.

Estou com Vieira ao afirmar que o demônio gosta de ficar nas Igrejas, nos lugares onde tem muita gente de bom caráter e de boa vontade. Às ocultas, ou talvez disfarçado, ele aí vai semear sementes da discórdia, que é o que significa, metaforicamente, a cizânia.

Este é o motivo porque digo, na capa, que o “diabo usa estola”, para se disfarçar entre os melhores, para simular um poder e uma sabedoria que nunca terá; tem antes o contra-poder: semear arrogância, ganância, prepotência, discórdia, vaidade e pusilanimidade. Todos sabem que ele tem muitos sucessos a contabilizar, e não menos insucessos.

  1. O texto nasceu das distorções e posições insustentáveis, com que foi tratada a questão da pedofilia que, afinal, é um problema dos rumos que vai tomando a nossa civilização atual, que lhe dá um aspecto claro de decadência, denunciando a necessidade de mudança de alguns rumos. Naturalmente.

O mesmo fato denunciou também as fraquezas da Igreja. O texto propõe um sério exame de consciência institucional que exige uma séria restauração e revisão de rumos, para rejuvenescer suas forças e contribuir para o bem-estar da humanidade.

A filosofia, que subjaz a este texto, é a Tetralogia Prática*.

  1. O texto não se incomoda se, eventualmente, incomodar os acomodados, refestelados em suas glórias vãs. Que me desculpem, mas o Evangelho trata todos por igual, cada um por seus méritos, cujo parâmetro foi dado no Sermão do Mandato que tem início no Lavapés. Esse é o paradigma a seguir

O texto nasceu e foi divulgado na internet, com o título: “Abalos na igreja, Crise na Humanidade. A pedofilia não é o problema; é apenas um problema

O texto foi concebido como uma conversa ao pé do fogo, em noite fria: uma conversa de amigos, onde nenhum tema é proibido.

O estilo contundente e provocativo, que uso em alguns momentos, justifica-se pelo ambiente em que se posiciona .

É um texto para ler e discutir. Não quer deixar ninguém indiferente. É um texto que pode pautar nossas formas de pensar e agir e a formação da consciência cidadã, para a implantação de uma sociedade mais instrutiva, mais sábia e criativa, com mais justiça e bem-estar.

Prefácio 2

II

UNIDADE NA DIVERSIDADE

Alerto para que escutemos  as lições da história, para podermos optar pelo rumo mais adequado à missão da Igreja no mundo.

Superando alguns preconceitos e comodidades, precisamos abrir os olhos, os ouvidos  e a boca para o mundo real, e para os grandes anseios do subconsciente coletivo dos humanos e de seu “habitat” natural.

Precisamos observar os rumos e ouvir as “vozes dos novos tempos”.

Apelo à sensatez que ainda viceja e brilha entre as  pessoas de caráter e de boa vontade.

Está na hora de todas as pessoas  hábeis se darem as mãos, superando antagonismos inúteis, e se reunirem em torno de seus valores comuns; tal  atitude pressupõe a aceitação da diversidade, num humanismo multidimensional, e garante a valorização das especificidades dos povos, das comunidades e das pessoas, reunidos em torno do bem-comum.

Teríamos assim consolidado o princípio  da Unidade na Diversidade.

Nessas condições, cada um  mantém a liberdade consciente  e responsável, em  torno de valores maiores a preservar e a cultivar.

Precisamos ter atitudes conscientes, consistentes, coerentes e responsáveis diante da vida e do mundo. Diante da história.

Sabemos que os grandes Impérios ruíram todos. Até o poderoso Império Romano.

“Por uma omissão, perde-se um reino”, diz Vieira.

Nos arraiais da Igreja, os jesuítas, um grande “império” sócio-religioso, caiu fragorosamente. Foi banido da cristandade e espoliado de seus bens, por muitos anos.

As ordens religiosas também foram banidas e espoliadas de seus bens, por muitos anos.

Muitas e muitas ocorrências desse gênero aconteceram. Ninguém se apercebeu de que precisamos  ouvir a voz do tempo?

Não entro no mérito de quem tinha ou não tinha razão. Atenho-me ao fato trágico que é histórico.

Quem se julga eterno toma atitudes obtusas e paga o preço da própria insensatez. Depois dos fatos consumados, não adianta apontar  os “culpados”.

Nosso mundo, materializado, tecnicista, aético vai repelindo todos os valores que possam incomodar sua trajetória triunfal.

Enquanto isso, as forças espiritualistas mostram-se despreparadas, para oferecer sua contribuição que mantenha o equilíbrio a favor da humanidade.

É preciso repetir: “nem só de pão vive o homem”.

Se não pensarmos no outro lado da vida o monetarismo põe a humanidade a perder. A perder a dignidade, a saúde e a depredar a natureza.

A teoria taoista do Yin-Yang poderia ilustrar e ajudar a ilustrar e ajudar a consolidar uma  civilização altamente desenvolvida, humanista e espiritualista.

A partir de uma lúcida e consistente  articulação de todas as forças  da humanidade, a partir de um Humanismo Multidimensional; poderíamos chegar  a uma grande síntese dos grandes valores, essenciais à vida e à convivência no Planeta Terra.

Está na hora de propor e de iniciar as tratativas para organizar a União Mundial das Religiões e Espiritualidades [UMRE]. Seu foco estaria a serviço da humanidade e não seria mais uma instituição de poder. Algo  como uma ONU ou UNESCO das organizações sérias, de alta credibilidade que pugnam pelos valores espirituais da humanidade, a partir de filosofias de vida próprias, sem objetivos econômicos.

Já propus algo deste gênero em outro estudo, publicado há alguns anos: “Teístas de todo o mundo, Uni-vos”:

Ver mais:

* A Humanidade Global na Praça Universal (clique)

http://alfa8omega.blogspot.com/2009/08/humanidade-global-na-praca-universal.html

* A Grande Nau da Humanidade (clique)

http://alfa8omega.blogspot.com/2009/04/grande-nau-da-humanidade-nota.html

* Teistas de todo o Mundo, Uni-vos (clique)

http://alfa8omega.blogspot.com/2009/04/teistas-de-todo-mundo-uni-vos-apelo.html

O MENSAGEIRO DA MARATONA

Quem tem o que dizer não pode calar-se

– Reflexão Preliminar –

  1. Jorge Peralta

I DIÁLOGO SEM FRONTEIRAS

1

Mensagem em Diálogo como o Mundo

Quando elaboramos certo trabalho é como quando plantamos árvores: Queremos que dêem boa sombra e bons frutos. Esforçamo-nos para que as pessoas tomem ciência  dos argumentos e reflexões que propomos. Mas o que propomos  não é nosso. Então compete a todos incrementar tais propostas, se forem realmente justas e  oportunas.

Certos anacronismos já foram longe demais. Fizeram estragos avassaladores…

O texto, “Abalos na Igreja, Crise na Humanidade”,  em alguns momentos, é abertamente  contundente, mas procura ser sempre muito cordato. Quer pensar junto. Expõe mas não impõe; nem claudica.

Estabelecemos, aqui, um diálogo sem fronteiras.

Defende princípios; defende o bem da humanidade; defende uma visão espiritualista e humanista  da vida, numa posição plural; defende a fraternidade universal.  Defende a Igreja  do Evangelho, como algo de extraordinário, no mundo. Propõe a sua revitalização permanente, como é natural.

O Evangelho não aboliu, antes,  completou, todos os tesouros de sabedoria que a  humanidade vinha  produzindo há milênios. A mensagem do Evangelho dialoga com o mundo do passado, do presente e do futuro.

2

Considera que a Mensagem do Evangelho parece que, para muitos, virou rotina. No entanto, ele deve ser lido com o mesmo deslumbramento de quem observa, pela primeira vez, o esplendor do alvorecer do sol, em manhã de Primavera.

Uma plêiade de muitos milhões de pessoas, pelos quatro cantos do mundo, estão redescobrindo a  força  da espiritualidade e a força  da Mensagem do Evangelho (de todo o  Novo Testamento) muitos à margem da Igreja.

Propõe um diálogo franco, leal e aberto.

A Igreja é a mais forte marca da Humanidade.

Mas a Igreja não se faz com discursos mas com atuação firme, coerente e generosa. A Igreja faz-se  a cada momento no coração de sua gente.

Vivemos em tempos belicosos. Os contrastes e conflitos estão à flor da pele. Todas as grandes ideias e valores da nossa sociedade estão  na mira dos novos “comandos” ou de novas patrulhas. O que é indefensável deve ser descartado antes de desmoronar. Criticar o que é criticável é uma obrigação de quem sabe o que diz e faz.

Precisamos vencer o dogmatismo vazio de muitas autoridades. Pensar com responsabilidade e ousadia  é dever de todos. Precisamos estudar, estudar, estudar e ter a mente atenta. Denunciar ideias anacrônicas é atitude digna de gente generosa.  Negar o diálogo franco é autoritarismo anacrônico. “Crê e não perguntes” é passado. Hoje é heresia.

Querer que as pessoas aceitem passivamente tudo o que  lhe dizem é uma quimera. Não é evangélico. A pessoa é sujeito e não objeto. Diante da Mensagem, ela decide conscientemente.

3

Consideramos que o Evangelho propõe, como essencial, um mundo de justiça, paz e dignidade. Um mundo de gente feliz. Propõe a abolição da tristeza. A Igreja do Evangelho nunca será uma Igreja de tristezas e frustrações, como alguns querem. A busca da felicidade, genericamente falando, é uma obrigação de todos. Lembrando sempre que somos peregrinos, por condição.

Criticar com lucidez é somar e multiplicar e não diminuir e dividir. O poder não exime a pessoa de errar. Criticar uma instituição, ou pessoa , não é necessariamente  desrespeitá-la. Respeitar alguém não significa  obrigar-se a uma aprovação irrestrita do que ele pensa e faz. Respeito é lealdade e verdade e não bajulação. É a verdade que constrói.

A pessoa consciente sabe o significado e o valor essencial do livre-arbítrio, na vida e no convívio das pessoas. Conhecem o conceito da alteridade como base da convivência humana.

As pessoas de boa vontade não podem ter medo de ter opinião e de expressá-la. É a verdade que liberta. Nem podemos nos ofender porque alguém nos contradiz.

Quem tem algo para dizer não pode se calar. Mas precisa ser razoável e respeitador.

O que falo aqui pode incomodar alguém. É condição natural. Não é possível agradar a gregos e a troianos. Quem a todos quer agradar, a todos desagrada, por falta de sinceridade. A pessoa  que trouxe a Mensagem mais revolucionária da história, agradou ao povo, mas desagradou a certos mandatários que foram à desforra, no Palácio de Pilatos.

É sabido que a estrada da vida tem naturais tortuosidades…

II

FREI LUIS

Na década de 60, quando trabalhei na CNBB – SP, como técnico, fui chamado pela equipe de Liturgia, dirigida, por Frei Luiz Gonzaga, um sábio franciscano, para participar da equipe de reformulação do Ritual do Matrimônio, dando-lhe uma linguagem mais atual.

Na redação final, a ser apresentada  ao episcopado, consegui que todos  concordassem, após muitos debates,  com uma mudança substancial: troca da fórmula clássica: “Até que a morte nos separe”, por:  “por toda a vida”,  uma fórmula  alegre, jovial e profunda. Fui convocado para, numa reunião do episcopado, discutir, juntamente com Frei Luiz, as alterações propostas.

Fomos sabatinados com muita seriedade.

As questões mais intensas foram sobre a mudança da fórmula  clássica e central , já citada. Defrontamo-nos com argumentos difíceis e complexos. Argumentei que “por toda a vida” é mais intenso do que “até que a morte  nos separe”. Que o amor é mais forte que a morte… Que Cristo veio trazer vida, etc, etc. O óbvio…

Ao final da sabatina, retiramo-nos, meio receosos de que a mudança não passasse… Todos achávamos a solução luminosa. Não queríamos que se perde-se. Não se perdeu.

No dia seguinte recebi, comovido, um grande abraço de Frei Luiz, cheio de alegria: “O Novo Ritual foi aprovado…”. A vida venceu a morte, pensei. A igreja está rejuvenescendo…

Hoje, em todo o Brasil, e quero crer que em todos os países de Língua Portuguesa, é com essa fórmula que se chega ao ápice da Cerimônia Religiosa do Ritual de Casamento Católico. (“Por toda a Vida”).

Alegrei-me , discretamente, e continuei  o meu trabalho com a equipe. Foi um dia de muita alegria, como, aliás, todos eram. Vi muitos momentos assim… discretamente emocionantes…

Deste fato, tão simples, em si,  eu me convenci de que, em questões

sérias, nunca devemos falar gratuitamente, sem pensar. Mas, por outro lado, ideias bem pensadas e amadurecidas, não devemos nos acanhar de as propor à sociedade e a quem de direito. “O Espírito fala onde quer”.

III

TRAJETÓRIA DE UM TRABALHO RESPONSÁVEL

5

Este texto, “Abalos na Igreja”,  foi um trabalho intenso de mais de dois meses. Alegro-me porque o escrevi. Acredito que estou fazendo a minha parte, prestando serviço à humanidade. A Igreja representa uma parte significativa da humanidade.

Se a Igreja melhorar sempre, o mundo ficará muito melhor.

Precisamos cuidar mais da mensagem do que dos dogmas. Dogma sem Mensagem não diz nada.

Este trabalho foi enviado na primeira versão, na 5ª Feira Santa – 01/04/2010, a diversos Departamentos da CNBB e a outras autoridades.

Recebi estímulos fortes e nenhuma “censura” nem  velada. De Lisboa, de um sábio Pe. Jesuíta, vieram-me os mais fortes apoios e estímulos. Os pastores teólogos têm mais sensibilidade. São mais atenciosos. Não são arrogantes. Mas os grandes teólogos também  podem ser bons pastores.

Prossegui o trabalho. Enviei-o, mais aperfeiçoado, a diversos Departamentos da CNBB, no início da última Assembléia Geral (4 a 13 de maio de 2010). Os Bispos são pastores e gestores. Precisam ouvir, mas podem não ouvir. Precisam de muito saber e mais sabedoria.

Sei que o trabalho que enviei exerceu alguma influência.

Diz Vieira que  o lugar privilegiado de o demônio se  refestelar é nas igrejas. Ele vai se imiscuir, disfarçado, entre os bons, para desviar-lhes o caminho…

É nas boas searas que o inimigo gosta de espalhar a cizânia.

Isto novamente me diz que a Igreja é, sim, o Povo de Deus e que “tudo vale a pena quando a alma não é, pequena”. Devemos falar, “oportuna e inoportunamente”.(II Timóteo 4,2).

A Mensagem não é nossa. Devemos repassá-la ao destinatário.

6

Convergências e Divergências Estimulantes

Na Igreja, como em todas as Instituições, políticas, culturais ou religiosas, há “alas” distintas com posições eventualmente conflitantes, em termos de estratégias. Há também os que querem a Instituição imutável, com receio de perder vantagens pessoais ou grupais, ou com medo do mar tempestuoso…

Assim, certas afirmações  que marcam posicionamento, são rejeitadas por uns e exaltadas por outros. A unanimidade real é difícil e nem sempre é conveniente.

Todos os posicionamentos precisam ser considerados para que a Instituição não encalhe… Nem se quebre no próximo rochedo. A Igreja viverá sempre num equilíbrio instável, como tudo o que tem vida. As convergências e as divergências sempre nos acompanham.

Quando temos algo a dizer, não temos direito de nos calarmos. Mas precisamos ter convicção e sobriedade.

Precisamos  ser cuidadosos e fiéis como Mensageiro Filípedes,  após a batalha de Maratona, na Grécia Antiga.

 

7

Perspectivas de Revitalização

É com estas ideias que convido o leitor a ler este trabalho: “Abalos na Igreja, Crise na Humanidade”.

A motivação, à partida, foi a campanha sórdida, em torno da pedofilia na Igreja. Denota fraquezas que precisam ser superadas. Vemos agora que só a verdade constrói. Não somos pescares de águas turvas.

Escrevi do ponto de vista da sociedade civil, como cidadão, com uma visão plural. É nesta perspectiva  que quero ser lido. Este é o meu mundo, o espaço de minha vida.

Dou novo enfoque à questão e proponho uma atitude corajosa e séria  de revitalização da Igreja. Ao final sintetizo as ideias em 10 (dez) propostas iniciais. Faço um apelo à sabedoria. Esta é a marca que tem de nos identificar, como pessoas pensantes, conscientes e consequentes.

O trabalho quer contribuir para a reconciliação de Igreja, com a Dinâmica social, numa sociedade plural.

Leia e comente. Somos todos responsáveis.

IV

ANÁLISE CRÍTICA E PROPOSTAS

INTRODUÇÃO

Caros amigos

8

Considero de grande interesse sócio-político-cultural o presente texto,

que  publiquei, no “Alfa8omega”

http://alfa8omega.blogspot.com/2010/04/abalo-na-igreja-crise-na-humanidade_22.html (clique)

O trabalho tem como motivação a grande e inconsistente polêmica que teve e ainda tem eco em praticamente todos os meios da imprensa mundial: falada, escrita, televisiva, com grande e abusiva insistência.  Chamam-lhe: “Lama na Igreja”, etc. Seria mais adequado se falassem da “Lama na Civilização”. Não é algo típico da Igreja. Ela aí é vítima de algo exterior a ela.

Fui muito além da motivação inicial…  fugindo de atitudes românticas ou líricas. Procurei ser realista. O nosso mundo exige atitudes corajosas, sem subterfúgios…

Procurei contextualizar a questão e propor soluções…

9

Diante de assuntos incômodos, muitos se omitem. Fecham os olhos, os ouvidos e a boca, como se não lhes dissesse respeito. Como se o problema não os atingisse. Atinge sim. Afronta…

Por isso não consegui me omitir. Falei. Fiz minha parte?!  Tentei colaborar. Adiei outros trabalhos e dediquei-me, com afinco e senso de responsabilidade. Algo muito sério está sob ameaça…: a Mensagem.

Precisamos reunir todas as forças vivas da Igreja e do Cristianismo, e de toda a Humanidade, para traçar novos rumos, consistentes e eficientes, com transparência, verdade e solidariedade. A causa merece.

O Evangelho propõe ao mundo uma mensagem de paz e harmonia. No entanto, precisamos pensar o que fizemos com a mensagem. Não precisa ser um  grande teólogo para ser um grande evangelizador, um missionário, um bom pastor; para ser sal da terra e luz do mundo. Para ser Papa precisa ser um bom pastor.

Se a alguém incomodam algumas palavras deste estudo, daqui lhe mando um ramo de oliveira. A Igreja do Evangelho pede paz, com justiça e solidariedade.

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O estudo começa por denunciar a hipocrisia  e o farisaísmo da polêmica.

Efetivamente, a pedofilia  é um problema de nosso tempo; faz parte de um mundo doente, carente de princípios; uma doença, talvez uma tara que envolve gente de todos os estratos sociais e se alastra nos últimos 50 anos.

Uma tara de adultos que envolve meninas, meninos e adultos. Algo degradante e lastimável.

É uma questão de violência social que atinge e agride toda a sociedade, de todas as formas… Uma tara social.

Em termos sexuais, envolve tanto crianças como adultos; haja vista a praga de estupros e de assédios sexuais. É um problema gestado por uma cultura permissiva que se gestou nos últimos 50 anos.

Os meios de comunicação, às vezes, são uma escola que nos entra pelo lar a dentro, com  a hipótese de todos os distúrbios. Antes isto era confinado à espaços restritos.

Manifesta-se como violência social, através do assalto, roubo, furto, farsas, chantagens, assassinatos, etc., está por toda a parte.

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Questões Fora de lugar

Se é uma tara social, uma doença, não é de estranhar muito que tenha  contaminado alguns membros do clero, em alguns países. É uma questão  de fraqueza humana, ou doença, sempre estimulada por uma ideologia permissivista.

Infelizmente, algumas vezes,  o Cristianismo  deixou de tratar a sexualidade como algo natural e essencial, na vida e na preservação da espécie, ajudando a criar alguns distúrbios evitáveis. Mas isso é passado. Olhemos para  a frente.

Quem errou, pague por seus erros. Mas que tais erros  não sejam atribuídos à Instituição a que pertencem as pessoas delinquentes.

Os recalques sociais tendem a degenerar. É preciso tratá-los, para contê-los. Sem dar de ombros.

Precisamos não só ser idealistas, mas também ser realistas. Precisamos ter consciência  que, se  estamos numa sociedade de valores  e conquistas fantásticas, estamos também numa sociedade doente, eivada  de graves patologias.

As patologias de nossa sociedade precisam de tratamento adequado. Não podemos fechar os olhos, os ouvidos e a boca, ante todos  os desmandos  doentios que perturbam a vida nesta sociedade que precisa de mais atenção e de alguns cuidados. Esquecer  esta realidade é multiplicar o sofrimento de muitos e a degradação da natureza que nos energiza.

O trabalho mostra  que precisamos pensar, de forma sistêmica e crítica, a forma inadequada da reação da Igreja.

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A polêmica levantada, em todo o mundo,  capitaneada pela grande imprensa, e a precária  reação da Igreja revelam que há outras questões muito sérias  a resolver, numa Igreja que precisa saber dialogar com seu tempo, e , afinal,  vai perdendo seu discurso e a competência de diálogo.

Todo esse vexame serve como alarme. É hora de despertar, com lealdade, sem se esconder… e sem subterfúgios. É preciso dar os primeiros passos… e prosseguir com responsabilidade e segurança.

Não há instituição no mundo que resista incólume,  ao ser abalada por uma campanha “publicitária” de tais dimensões, com alvo certo. Foi uma campanha desestruturante, deletéria e arrasadora. Se fosse paga, custaria trilhões de dólares. Enquanto os lobos uivam precisamos agir com sabedoria.

V

A HORA DA RESTAURAÇÃO REJUVENESCEDORA

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Está na hora de distinguir a Igreja de Deus, dos homens  que a dirigem.

O cristianismo oferece uma mensagem genial, mas os homens que a dirigem  nem sempre são totalmente  confiáveis. Podem errar e erram porque são humanos..

Endeusar” os humanos é sempre uma aventura arriscada. Nem deuses nem semi-deuses; os humanos são humanos. Ponto. Com todas as consequências.

A Igreja vai perdendo credibilidade.

Quando a Igreja perde a credibilidade, todo o Cristianismo perde a credibilidade.

Fazer de conta que não é conosco é covardia e traição (!)

É sabido que uma mentira, dez vezes repetida, vira uma “verdade” não questionável. Imagine-se algo repetido milhões de vezes por todo o globo. Imagine-se as consequências jurídicas… O desgaste à “imagem” é desastroso…

Neste momento, quem está atento não pode ficar indiferente.

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Fica comprovado que a Igreja  precisa é de  uma substancial restauração. Todas as sociedades precisam de um trabalho sério de Restauração. O mundo está perdendo o bom-senso. Precisamos parar para  repensar.

A partir da Parte XXVIII,  o texto faz  10 propostas, para início de diálogo, como sugestões.

Meu desejo é que, esta Mensagem  despretenciosa chegue a Roma, ao Vaticano. Não sou Iñigo de Loiola, nem Francisco de Assis, mas quero que chegue  ao Vaticano. Ainda que precise esperar muito tempo ao relento, meu texto não esmorecerá. Se chega ou não, em nada muda minha posição. Fiz a minha parte  e procuro continuar fazendo, em outras plagas.

Precisamos superar os traumas que nossas omissões nos criaram.

A Luz do Evangelho, a Mensagem de Cristo,  nunca foi tão necessária como hoje, desde que mantenha seu vigor original pastoral. A Igreja não pode agir, como disco quebrado… Troque-se o “disco” para ouvirmos a música integral…

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Bem sei que as autoridades ainda são arredias ao diálogo que venha com sugestões. Ainda há um certo imobilismo latente; e um certo medo de fantasmas. Mas é a verdade que liberta . Mudar de atitude, às vezes é um processo lento e até penoso. Mas é sabido que é característica  dos sábios  mudar de ideia, quando os fatos o exigem.

Quem ama cuida.

Preocupar-se com a Igreja é preocupar-se com a humanidade, a quem ela serve  e em que está inserida.

Precisamos saber  ouvir atentos , a todos, desde os sábios, aos mais simples habitantes do sertão… Precisamos saber ouvir a Voz de Deus, onde quer que ela se manifeste. Precisamos ser simples, porque a Igreja de Cristo é simples e a vida é simples…

Considero que algumas das teses que aqui desenvolvo merecem atenção e consideração.

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Este é um texto contundente, leal e sincero que apenas busca colaborar, sem pedir nada em troca. Não me omiti.

Leia, comente, discuta, repasse o link, se estiver de acordo.

Considere o texto em construção e ajude a melhorá-lo.

A primeira versão foi divulgada no dia 1º de Abril de 2010.

O trabalho foi longamente reestruturado e revisto, com mais de 60 dias de dedicação e reelaboração.

 

Massacre na escola

– Ou massacre na Televisão? –

Bilhete/Mensagem à Nação

“Pior tragédia em escola do país;
Ex-aluno mata 12 estudantes!”
(Manchete de jornal   8/04/2011)

  1. Jorge Peralta

Senhora Presidente, senhores políticos, senhores comunicadores. E agora senhores “donos” do poder? E agora Brasil?

  1. E Agora toda a gente do “poder” repudia! Mas repudia o quê?! Os fatos consumados?! Mas ninguém faz a lição de casa?! Ninguém pensa em corrigir os rumos de uma civilização, na construção do desenvolvimento humano…

Repudiar não basta. Não diz nada. Vamos diagnosticar as causas e repudiá-las? Vamos tratar de curá-las? Vamos acabar com a corrupção? Vamos acabar com a malandragem institucionalizada? Vamos acabar com a impunidade em nome do pseudo-direitos humanos deturpados? Vamos acabar com as políticas sujas? Vamos deixar de achacar a nação? Vamos juntar o desenvolvimento econômico com o desenvolvimento social? Vamos abalar esse mundo morno  acomodado, tolerante com o insuportável?

Vamos tirar a máscara do faz de conta? Vamos repudiar a enganação?

Repudiar as causas pode levar a alguma solução. Chorar o massacre pode ser pura emoção sem solução. Precisamos de decisões.

  1. Nossa criminalidade é importada. Não é da índole do nosso povo. Devemos temer mais os nossos canalhas vendilhões do que os vendedores de ilusões.

Dizer que é problema dos tempos modernos não diz nada. Dizer que é mentalidade e vícios  importado, nada diz, se não nos prevenirmos  contra essa herança importada dos centros financeiros do descalabro; contra a herança maldita da trapaça

Vamos colocar as pessoas certas no lugar certo, em vez de proteger e promover os apadrinhados para pagar apoios de campanha, como se quem conquista o poder fosse dono do país e o povo seu escravo…

Vamos dar trabalho ao povo, em vez de humilhar com esmolas eleiçoeiras?

Vamos educar o povo, com educação séria para todos, para formarmos gente séria, competente e responsável e não darmos apenas um diploma vazio.

Vamos pensar no bem da nação, em vez de pensar nas próximas eleições?

Vamos chorar pela corrupção que algema o país e ricocheteia, como violência institucionalizada, e desagua  em sangrentos desacatos? Choremos a injúria, a falta de princípios e a educação falida, nos meios de comunicação. Reajamos, para não precisarmos chorar tantas mortes inocentes, nas escolas, nas ruas, nas prisões e nas sarjetas infétidas…

O silêncio dos inocentes dói mais que estrondo de canhão! Só não sente quem não houve, porque tem ouvidos tampados!

  1. milhares de facínoras por todo o país, filhos dessa escola do crime, sem princípios, sem ética, apenas buscando vantagens, numa sociedade desprotegida e fragilizada por essa pseudo-civilização enrascada. Dizer isto não é nada, se não focarmos as causas.

Precisamos riscar de nosso convívio e de nosso espírito, e dos formadores de opinião e de nossos políticos e de nossos juízes de plantão, e de nossos professores mercenários, esse farisaísmo hipócrita, que desonra a nação.

Choremos pelas causas dos massacres. Reajamos para que elas não se repitam. Cada um faça a sua parte.

Vamos repudiar as causas da violência! Mas isso as nossas autoridades não sabem fazer. É mais fácil repudiar o que acontece do que prevenir a proliferação das causas.

Os ovos da serpente reproduzem-se indiscriminadamente e em paz, acalentados por políticos e pelos meios de comunicação, enquanto a nação sofre as consequências dessa guerra feroz, que é a real herança maldita da desgovernança.

  1. Por que ninguém faz uma campanha pelo desarmamento moral da nação, acabando com as injustiças, injúrias e corrupção?

Por que ninguém observa e coíbe a violência institucionalizada, que nos vem dos EUA e do Japão, pelos programas “infantis” da televisão?

Ninguém nota a conspiração que viceja e se espalha por todo o Brasil, nos canais de TV, em muitos outros canais que entretêm as crianças e adolescentes?!

Funcionam como eficientes e camufladas escolas do crime, entrando livres na casa de toda a gente, de todas as condições sociais.

Somos todos solidários contra essa parafernália pérfida e inconsequente, que vai deteriorando a alma e o psiquismo de nossa gente, enquanto rende altos dividendos,  cá e além fronteiras, para  os caçadores de gente incauta mas trabalhadora, que se vê atraiçoada, no recesso de seu lar.

No aconchego do lar, lugar de paz e de compreensão, entram as desalmadas e torpes lições de violência, semeando a derrocada da paz e da humana solidariedade, em nome de uma torpe liberdade de enganar nossa nação, no coração das crianças, deturpando-lhes o caráter, com violências gratuitas e inconsequente!

Massacre na televisão é ato banal. É uma banalização da vida e da paz, sem respeito e sem dignidade. Isto as mentes fracas vão reproduzindo na vida real, banalizando a vida. Aonde querem chegar?

  1. Morreu o matador desalmado, que a sociedade “aleijou” e morreram 12 crianças inocentes na idade primaveril, cujas mães pensavam que a escola é um espaço de paz, convivência e enriquecimento humano.

Quem responde por essa tragédia, por esse descalabro anunciado, ao se cultivarem as causas, em  atitudes pusilânimes, sem as previdência que cada caso exige?!

  1. Se alguém quisesse planejar um MUSEU DA VIDA, teria de agregar a ANTI-VIDA. Teríamos os agregadores e os desagregadores, muitas vezes tropeçando uns nos outros. Os que argumentam contra os desagregadores, muitas vezes estão mais a favor destes  do que os defensores. A teoria do Yin Yang do taoísmo explica. Todos sabemos que os maus defensores de uma boa causa podem  transforma-se em seus algozes de fato. É preciso saber arrancar a máscara dos defensores mascarados da vida e da paz; com palavras ganham notoriedade política; com ações contraditórias fazem o que manda seu caráter. E assim caminha a humanidade, aos trancos e barrancos. Mas que caminhe, buscando novos rumos, com lealdade…

 

AUTO CONSCIÊNCIA HUMANA

As Forças Articuladoras da consciência

Conhece-te a ti mesmo

Sócrates.

I

As Fragilidades dos Humanos

  1. Neste estudo abordo o drama do ser humano no mundo, que vai dizimando as pessoas e dificultando a convivência social.

As pessoas não estão preparadas para se defenderem da avalanche de falcatruas que as cerca, por todos os lados, com cara de bondades. Há forças subliminares que interferem nas ações e reações das pessoas, de que  estas nem sempre têm domínio.

Ser consciente, competente e lúcido é ser capaz de distinguir a verdade da falsidade, aprender a não ser enganado por profetas mascarados, ou por lobos travestido de ovelhas, ou gaviões fantasiados de passarinhos, de que  está cheio o nosso cotidiano moderno.

Precisamos aprender a pensar, a questionar sem dogmas intocáveis, entre os mortais. Aceitar a diversidade e a pluralidade entre pessoas do bem. Viver uma realidade múltipla, sem polaridades maniqueístas.

Aprender a viver a Tetralogia Analítica de que falaremos adiante.

  1. A humanidade, com as conquistas fantásticas das ciências modernas, conseguiu ir à lua e visitar outros planetas do espaço sideral, no macro universo. Também conseguiu dessecar o microuniverso dos seres vivos, como as bactérias ou as forças motrizes de um organismo, como um espermatozoide ou um átomo de urânio.

Mas apesar de toda a ciência, o ser humano, em sua essência, ainda é um desconhecido.

A ciência do homem é a mais difícil de todas as ciências”, diz Alexis Carrel, em sua obra: O Homem esse Desconhecido, (p.24)

Diz o mesmo autor:

Imensas regiões de nosso mundo interior continuam desconhecidas” (p. 18)

  1. Observando os descaminhos da humanidade, perdida em vícios, em desonras que o fragilizam, na ganância, na arrogância, na mentira e em neuroses degenerativas da personalidade, o mesmo autor sentencia:

O Homem está acima de todas as coisas. Com a sua degenerescência, desvanecer-se-ia a beleza da nossa civilização e a grandeza do universo”.

Li estas observações sábias e me lembrei da frase central de toda a filosofia do maior filósofo que o mundo conheceu: Sócrates:

Conhece-te a ti mesmo e dominarás o Universo”.

Esta frase é a força matricial de toda a filosofia do grande sábio.

Conhece-te a ti mesmo”.

A verdade é que as pessoas se desconhecem a si mesmas. Conhecer-se a si mesmo é o mais alto objetivo dos seres racionais.

Conhecer-se a si mesmo é conhecer-se nas forças articuladoras de seu psiquismo e de sua personalidade: a articulação da individualidade com a alteridade; as forças centrífugas e centrípetas, que constroem a própria identidade de ser racional.

Por isso diz o Gênesis: “Não é bom que o homem esteja só”

  1. Saindo das observações sábias de Alexis Carrel, fui folhear uma outra obra de outro sábio:

Quatro Gigantes da Alma: o medo, a ira, o amor e o dever”, escrito por

Mira Y Lopez. Jose Olympio, 1998.

O Sábio autor propõe-se “ajudar as pessoas a libertarem-se de seu próprio jugo” que a si mesmo impõem.

Busquei nestas duas obras de grandes mestres, a alma humana, porque precisava entender o que se passa na cabeça e no psiquismo de algumas pessoas.

Assusta-me ver algumas pessoas bem chegadas a mim, tão convictas de mentiras, que para eles são verdades inquestionáveis e irretocáveis.

II

Identidade Própria e Alteridade

  1. Busquei, nestes livros, alguma luz, para que pudesse ver, pressentir e prosseguir .

O psiquismo humano, quando doente, nos trai, sem vergonha. Afirma inverdades com toda a convicção e não fica com o rosto ruborizado de vergonha.

De tantas pressões e de tanto querer o irreversível, o psiquismo cria um mecanismo oportunista, para fazer a pessoa sentir-se segura, em um atoleiro mental. Confunde o que deseja com o direito de possuí-lo.

As pessoas têm cinco sentidos fisiológicos para se inter-relacionarem com o mundo que os rodeia.  São as cinco portas da alma: os cinco sentidos:  os olhos, o ouvido, a boca, o tato e o olfato.

O ser humano é um animal social, gregário. Vive em comunidades, onde há sempre mútua dependência e mútua complementariedade. Daí a necessidade de educação para a mútua solidariedade e mútua cooperação: para compartilhar.

  1. O ser humano desenvolve forças centrípetas e centrífugas, em seu psiquismo.

As forças centrípetas firmam a sua individualidade, o zelo por sua dignidade humana, e o seu caráter.

As forças centrífugas moldam sua relação com os outros e com o ambiente. Moldam seu espírito de cooperação, seu respeito pelo outro, sua identidade coletiva e sua solidariedade, seu respeito à dignidade alheia, sua alteridade.

As forças centrípetas e centrífugas da individualidade e alteridade, constroem a identidade e a personalidade das pessoas.

As forças centrípetas e centrífugas precisam ser formadas por uma educação séria e em perspectivas holísticas que dá às pessoas o equilíbrio e o respeito mútuo, entre os iguais. Numa micro realidade familiar, na comunidade  local e na comunidade global.

O ser humano desenvolve outras forças, outras portas de interação no seu psiquismo a que alguns chamam de o sexto sentido, que é a competência  inata de captar  ocultas relações, tirar conclusões, estabelecer ilações, fazer opção e tomar decisões.

Diria então que a pessoa tem, efetivamente, seis sentidos. O sexto sentido é o mais complexo e articula os outros cinco sentidos, a serviço da coerência, da eficiência, e da harmonia da pessoa consigo mesma e com os outros, na Comunidade.

Esta é a base da Tetralogia Analítica.

  1. Um grande sábio orador, profundo conhecedor da alma humana e de seus valores e fraquezas, afirmou:

Deus deu-nos uma boca, dois olhos e dois ouvidos.

Nisto nos deu uma lição:

devemos olhar mais, ouvir mais e falar menos”.

Pela boca morre o peixe. Mas isto ocorre se falarmos, sem primeiro olhar e ouvir atentamente.

Outros dizem: o silêncio é ouro, falar é prata.

São mensagens da sabedoria popular que nos apontam para a necessidade que o ser humano tem de observar o mundo ao seu redor, antes de falar; antes de dar opinião, antes de decidir.

Estas normas sinalizam que todas as pessoas interagem, nos dois sentidos, umas com as outras, com as forças centrífugas e centrípetas.

III

Distúrbios, Conflitos e Harmonização

  1. O eventual poder de cada um é compartilhado e interdependente. Não há real poder absoluto. Quando este se manifesta, egoisticamente, arrisca a harmonia interna e externa das pessoas, consigo mesma e com os outros, produzindo conflitos e o desequilíbrio próprio e alheio.

Isto ocorre em pessoas mal formadas, em seu caráter, produzindo o egocentrismo, o egoísmo e o individualismo, que são forças centrípetas, fechando-se para as forças centrífugas.

São a causa do desequilíbrio psíquico, mental e sócio relacional das pessoas. Muitas vezes são a raiz de psicoses, de neuroses, de discriminações, de rejeições do outro, de desmoronamento da vida familiar e comunitária.

São forças negativas que levam ao mal-estar pessoal e coletivo, desagregando a dignidade, o respeito mútuo, as forças de coesão social e coesão interna, desencadeando forças negativas que produzem a guerra da pessoa, dentro de si mesma, e com os outros.

  1. Todas estas forças complexas e sua coesão e articulação formam-se e organizam sua articulação, no chamado quadro psicológico de referências da pessoa, marcando a personalidade humana. É algo como uma central de comando interno que rege a ação e a reação das pessoas, o seu modo de pensar e de agir, consigo mesma e com os outros. São mecanismos internos, pré-estabelecidos, onde age o consciente, o subconsciente e até o inconsciente.

Neste quadro de referências, estão os pressupostos de nossas ações, de nossas reações, de nossas opções e de nossas decisões.

De vez em quando precisamos rever, reavivar e reajustar  o nosso quadro de referências, em função das circunstâncias, das novas estruturas e da nova conjuntura.

Nosso quadro de referências é, continuamente, alimentado por nosso subconsciente. Muitas vezes é alimentado por forças subliminares do poderoso marketing que nos atinge, sem a nossa consciência poder se posicionar. Nosso quadro de referências pode ser invadido e nos dominar… Muitas vezes o ser humano é vítima de um quadro de referências que o seu inconsciente lhe impôs.

  1. Não podemos perder de vista os princípios do humanismo integral, resumidos na tetralogia analítica: o ver, sentir, pensar e agir; ou o pensamento, o sentimento, a ação e a alteridade; ou o pensamento, a emoção, a reação e a alteridade; ou o saber, o ser, o fazer e o conviver.

A Tetralogia Analítica pode assumir diversas configurações conceituais, dentro do mesmo modelo de articulação.

Conhecer-se a si mesmo é reconhecer-se noutro e pelo outro; é abrir-se para o outro superando a ideologia da ostra.

As pessoas tendem a ter distúrbios sérios, em seu quadro de referências, até porque o quadro de referências não é estático, mas dinâmico. Vai, lentamente,  se ajustando às novas circunstâncias e às novas conjunturas.

A Consciência Humana está vinculada ao quadro de referências que vai sendo construído no seu psiquismo.

A pessoa nem sempre domina e nem sempre controla as coordenadas que interferem em seu quadro de referências, sem o controle da consciência. É esta circunstância que produz o conflito da pessoa consigo mesma e com os outros.

Há uma infra-estrutura subconsciente interferindo na superestrutura consciente, levando às contradições  pessoais.

A Tetralogia Analítica é a base da superação de egoísmo e do egocentrismo ocidental “capitalista”, a base da superação do consumismo desenfreado. A alteridade leva à responsabilidade social e à superação da ignorância e da pobreza; é o caminho para extirpar a discriminação e a intolerância injusta. É o caminho da justiça e da paz.

IV

Distúrbios da Personalidade

  1. Uma pessoa que se pretende democrática, pode assumir posições e atitudes autoritárias ou tirânicas, produzindo conflitos absolutamente incoerentes e inconsistentes.

A pessoa pode assumir posicionamentos egoístas e individualistas, à revelia do que seu inconsciente pensa e sente.

Nessa confusão e balbúrdia de ideias e sentimentos, a pessoa passa a falar muito e a se fechar para o que vê e ouve. Foge da realidade e torna-se uma pessoa perigosa para si mesma e para os outros. Perde a consciência da alteridade, e, por conseguinte, perde a consciência de si mesmo. Perde a consciência da verdade, da justiça, do equilíbrio e da harmonia.

Se a nossa identidade se constrói na alteridade, na relação com o outro, quando um polo desaparece e deixa de atuar, o outro degenera.

Estes distúrbios psicológicos podem criar conflitos que dificultam o relacionamento humano interpessoal.

  1. Este é o ponto fraco das pessoas na modernidade. Elas perdem a dinâmica da convivência e se desestruturam, se desarmonizam, dentro de si mesmo, dificultam as relações de alteridade, e, lentamente, se desintegram, perdendo a consciência e a capacidade de compartilhar e de conviver. Fecham-se em si mesmas, como as ostras. Tornam-se egocêntricas. Julgam-se o centro do Universo.

Sem o saberem, as pessoas constroem o próprio jugo que as domina, oprime e subjuga.

Sabendo disto, a pessoa precisa buscar o caminho de volta,  o caminho da auto-libertação. Para ser bem sucedido, neste empreendimento, geralmente a pessoa  precisa do auxílio de outra pessoa confiável e especializada.